UFSCar divulga Edital de Seleção para Ingresso de Refugiados 2020

A UFSCar acaba de publicar o edital de seleção para ingresso de refugiados 2020.

As vagas são oferecidas em todos os cursos da Universidade.

Para se inscrever, é preciso enviar à ProGrad  a ficha de inscrição, o comprovante de conclusão de estudos equivalentes ao Ensino Médio (ENCCEJA ou diploma de ensino médio) e atestado do CONARE que comprove a condição de refugiado.  As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de setembro.

Demais informações estão no site da ProGrad e no Edital, no link: http://www.prograd.ufscar.br/cursos/ingresso-na-graduacao/refugiados .

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CONVITE À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

Convidamos a todos/todas estudantes da UFSCar – Campus São Carlos, Araras, Lagoa do Sino e Sorocaba a participar da pesquisa “Violência de Gênero na Universidade: saindo da invisibilidade”. A pesquisa já foi realizada no campus São Carlos de maio a outubro de 2018. A partir do dia 22 de abril de 2019, os estudantes dos cursos presenciais de graduação de todos os campi da UFSCar (São Carlos, Lagoa do Sino, Araras e Sorocaba) serão convidados a responder o questionário online, através do link enviado no e-mail pessoal de cada estudante cadastrado na PROGRAD. Os estudantes do campus de São Carlos que já responderam o questionário em 2018 também terão acesso para respondê-lo novamente. O tempo de resposta é de aproximadamente 10 minutos, espera-se que os/as estudantes respondam todo o questionário.

A pesquisa tem como objetivo mapear a violência de gênero na UFSCar de todos/todas estudantes dos cursos de graduação presenciais. Com base nos resultados desta pesquisa poderão ser propostas medidas protetivas e de prevenção à violência de gênero no âmbito universitário. A participação nesta pesquisa é voluntária e sigilosa, nenhuma informação de identificação pessoal será utilizada. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UFSCar, com número de parecer: 2.300.443.

O projeto faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Saúde, Educação, Gênero e Direitos – NESEA. Coordenado pelas Profª Drª Aida Victoria Garcia Montrone – DME e Profª Drª Márcia R. Cangiani Fabbro – DEnf. Caso o/a estudante não receba o e-mail poderá acessar o link do questionário no site da SAADE ou pelo link abaixo https://bit.ly/2KGRlD4

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Nota da Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade à comunidade da UFSCar

Há dois anos, o Conselho Universitário da Universidade Federal de São Carlos, por meio da Resolução ConsUni nº 865/2016, aprovava sua Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade. Nesta ocasião, princípios basilares foram reafirmados, diante do “compromisso social e político que leva a Universidade Pública a assumir, o mais plenamente possível, a responsabilidade de garantir a articulação entre a construção de conhecimentos e a formação de profissionais e de cientistas engajados/as na garantia de uma sociedade cada vez mais democrática, participativa e dialógica”. De forma detalhada, a UFSCar renovou seus compromissos por meio dos seguintes princípios que constam na Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade:

  1. Defesa da universidade pública, gratuita, laica como garantia de direitos para a educação na diversidade, para a promoção da equidade;
  2. Reconhecimento da participação decisiva dos povos indígenas, dos africanos escravizados e de seus descendentes para a construção da nação, da cultura brasileiras;
  3. Reconhecimento da diversidade social, histórica, cultural da nação brasileira, do igual direito à educação, ou seja, do direito a estudo de qualidade em todos os níveis de ensino, concomitante à formação para cidadania responsável pela construção de sociedade justa e democrática;
  4. Reconhecimento da diversidade cultural como um dos componentes centrais da excelência acadêmica;
  5. Compromisso com o combate de todas as formas de discriminação, preconceitos, e violências étnica, racial, socioeconômica, por identidade de gênero, por orientação sexual, contra a mulher, contra pessoas com deficiência, garantindo-se o respeito aos direitos legais, bem como à valorização de identidades próprias, tendo em vista a construção e consolidação de uma sociedade democrática e participativa;
  6. Reconhecimento de que injustiças históricas perpetradas em nosso país têm levado a desigualdades de oportunidades no acesso ao ensino superior e a permanência no mesmo e de que políticas públicas e institucionais de ações afirmativas são meio para reparação de tais injustiças;
  7. Reconhecimento e valorização do protagonismo de povos e segmentos sociais historicamente discriminados;
  8. Reconhecimento da importância de cultura dialógica e colaborativa entre a UFSCar e setores, serviços, equipamentos e órgãos externos a ela, a fim de garantir o fortalecimento da diversidade e a promoção da equidade;
  9. Reconhecimento de que ações voltadas à equidade envolvem toda a comunidade acadêmica, que se constitui de todas as pessoas com vínculo formal com a universidade, ou seja: estudantes de graduação, pós-graduação, extensão, técnico-administrativos; pessoal terceirizado; docentes; crianças atendidas pela Unidade de Atendimento a Criança; entre outras pessoas;
  10. Reconhecimento de que a mobilidade e intercâmbio entre estudantes e pesquisadores da UFSCar com outros de diferentes países e culturas, fortalece a diversidade e colabora com a promoção da equidade na universidade;
  11. Compromisso com a produção, promoção e divulgação de conhecimentos, atitudes, posturas e valores que eduquem para a diversidade e para a equidade;
  12. Valorização e inclusão de diferentes epistemologias advindas de diferentes raízes étnico-culturais brasileiras, nos processos de ensino, pesquisa e extensão, expandindo as fronteiras de conhecimentos na direção de uma universidade mais plural e diversificada;
  13. Combate ao racismo, ao sexismo, LGBTfobia e todas as formas de discriminações e preconceitos;
  14. Inclusão, nas bases curriculares, em projetos de pesquisa, em atividades extensionistas, de conhecimentos oriundos de culturas e sabedoria dos povos indígenas, povos da floresta, comunidades quilombolas, bem como de outras comunidades tradicionais;
  15. Compromisso com a implantação da legislação referente à promoção da equidade e ao combate a quaisquer formas de descriminação e preconceito;
  16. Respeito ao tempo, dinâmicas de organizações sociais, perspectivas de mundo, vivências, memória de pessoas nas suas diferentes identidades de gêneros e orientações sexuais, mulheres, negros/as, indígenas, pessoas com deficiência, na elaboração de políticas institucionais e nas dinâmicas e etapas administrativas internas;
  17. Respeito a realidade local e regional de cada campus, ao se formularem e executarem políticas de combate a todas as formas de racismos, preconceitos, violências.

Tais princípios lembrados acima apontam para a necessidade de uma cultura do diálogo que só é possível no terreno do respeito. Conflitos de idéias são fundamentais para se aprimorar as convivências. Por outro lado, manifestações de ódio que desprezam o diálogo, que solapam o respeito, que tentam minar a convivência e que atentam contra a vida de pessoas precisam ser, veementemente, combatidas. Manifestações racistas, misóginas, LGBTfóbicas, capacitistas, preconceituosas e discriminatórias são crimes e que precisam, por princípios democráticos, serem repudiados e combatidos.

A Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar reafirma sua função de contribuir para a consolidação de uma cultura de respeito as diversidades e de promoção da equidade, prevenindo e combatendo atitudes racistas, misóginas, LGBTfóbicas, capacitistas que expressam horror e desprezo às diversidades e às instituições democráticas. Debate se faz em um ambiente onde o direito a vida é garantido. Quaisquer manifestações que atentem contra a vida devem ser fortemente combatidas.

Violência de Gênero na Universidade: saindo da invisibilidade

CONVITE À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

Convidamos a todos/todas estudantes da UFSCar – Campus São Carlos, Araras, Lagoa do Sino e Sorocaba a participar da pesquisa “Violência de Gênero na Universidade: saindo da invisibilidade”. A pesquisa já está sendo realizada no campus São Carlos desde maio/2018 e nos campus Lagoa do Sino, Araras e Sorocaba será iniciada no dia 19 de outubro. Os alunos serão convidados a responder um questionário online, cujo link será enviado no e-mail pessoal de cada estudante cadastrado na PROGRAD ou poderá ser acessado pelo link abaixo. O tempo de resposta é de aproximadamente 10 minutos, espera-se que os/as estudantes respondam todo o questionário. A pesquisa tem como objetivo mapear a violência de gênero na UFSCar de todos/todas estudantes dos cursos de graduação presenciais. Com base nos resultados desta pesquisa poderão ser propostas medidas protetivas e de prevenção à violência de gênero no âmbito universitário. A participação nesta pesquisa é voluntária e sigilosa, nenhuma informação de identificação pessoal será utilizada. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UFSCar, com número de parecer: 2.300.443. O projeto faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Saúde, Educação, Gênero e Direitos – NESEA. Coordenado pelas Profª Drª Aida Victoria Garcia Montrone – DME e Profª Drª Márcia R. Cangiani Fabbro – DEnf.

violencia

LINK PARA O QUESTIONÁRIO

A ideia é que o questionário possa compor as ações nas quais a SAADE está envolvida no combate e prevenção das violências de gênero no ambiente universitário.

Também estão sendo estimulados diálogos entre docentes, discentes e técnico/as-administrativos/as dos 4 campi, na intenção de se construir ações institucionais coletivas.

Nota Pública da Andifes contra a violência, em defesa da democracia

Fonte: http://www.andifes.org.br/contra-violencia-em-defesa-da-democracia/

A sociedade brasileira encontra-se dividida, vivendo hoje um processo eleitoral decisivo para seu destino. Como sabemos, episódios de violência relacionados a eleições ocorrem em cada pleito, sendo todos eles condenáveis, pois trazem componentes de violência ao que deveria ser momento de reflexão e debate. Neste pleito, entretanto, estamos constatando um perigoso agravamento do conflito, que compromete a própria natureza da decisão democrática.

Primeiro, mais que o debate, é o conflito que se estende como nunca a toda a sociedade, empobrecendo a argumentação e diminuindo o valor mesmo do convívio democrático e das garantias próprias de um estado democrático de direito. Segundo, episódios de intolerância e violência (física ou simbólica) são hoje constatados até no ambiente de nossas universidades, que, como espaço essencialmente democrático, devem ser lugar natural do embate de ideias, da diversidade, da argumentação, e não de agressão e intolerância.

A ANDIFES vem assim externar seu firme repúdio à cultura do ódio e da violência, que ora ameaça a sociedade e as universidades públicas, por meio de constrangimentos, ameaças e agressões. Em particular, no espírito e na letra da Constituição Federal, são deploráveis os ataques motivados por racismo, homofobia e toda ordem de preconceito que atinja direitos e liberdades individuais, não devendo qualquer cidadão com responsabilidade pública lavar as mãos e alegar neutralidade diante dessas ações, nem dos discursos eivados de violência que as suscitam.

A ANDIFES junta-se, enfim, a todos os dirigentes e membros da comunidade acadêmica que ora envidam esforços por defender a democracia e por reforçar os laços de solidariedade em nossas instituições universitárias, que, como instituições públicas, gratuitas e inclusivas, são um exemplo de participação e decisão coletiva, bem como lugar de produção de conhecimentos, formação de cidadãos e defesa ativa dos direitos humanos, servindo assim à redução de desigualdades e à ampliação de direitos em nosso país.