EdUFSCar lança livro sobre o racismo no Brasil após a abolição

No dia 10 de agosto, ocorreu o lançamento do livro “A reprodução do racismo fazendeiros: negros e imigrantes no Oeste paulista, 1880-1914”, publicado pela EdUFSCar e escrito pelo professor Karl Monsma, do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O autor analisa como o racismo reemerge em novas formas depois de mudanças institucionais significativas, focalizando de maneira central as relações entre fazendeiros, imigrantes e negros no Oeste paulista após a abolição da escravidão. O livro já está disponível na Livraria da EdUFSCar, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar e também  no site da Editora.

http://www.editora.ufscar.br/

Informe ProACE: Renovação e reativação de Bolsas e Auxílios para 2017

A Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) informa que está aberto o edital de Renovação e Reativação de benefícios do Programa de Assistência Estudantil 2017. O período de solicitação será de 8 a 19 de agosto de 2016. O edital completo pode ser conferido no site www.bolsas.ufscar.br.

Ações Afirmativas nos Programas de Pós-Graduação: experiências, a nova portaria do MEC e seus desdobramentos

Em reportagem, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação traz à tona as discussões sobre Ações Afirmativas na Pós-Graduação, a partir da experiência de algumas universidades federais, do Seminário Política de Ações Afirmativas para Pós-graduação organizado pela  Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da Universidade Federal Fluminense (Proppi/UFF) e através dos trabalhos em andamento sobre a Portaria Normativa n°13 do MEC, que dispõe sobre a indução de Políticas de Ações Afirmativas voltadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência na Pós-graduação.

“Com o tempo vamos compreendendo que as Ações Afirmativas na Pós-graduação ajudam a superar divisões históricas, a construir outros caminhos entre as linhas abissais do pensamento – que separam pessoas em “desse lado da linha” e “do outro lado da linha” – e revelar que é possível que os diversos estejam juntos e produzam conhecimentos recíprocos”
– Nilma Lino Gomes, ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos.

Leia a reportagem na íntegra aqui.

Faculdade de Educação da UNICAMP aprova cotas para pós-graduação

No dia 29 de junho de 2016, em Congregação histórica da Faculdade de Educação da UNICAMP, foi aprovada a admissão de cotas para a Pós-graduação para negros, indígenas e para pessoas com deficiência.

Registro do Seminário Temático de Relações Étnico-Raciais ocorrido no campus São Carlos no dia 21/06/2016

Abaixo é possível acompanhar ao vídeo que registrou o Seminário Temático de Relações Étnico-Raciais que aconteceu no formato de Roda de Conversa sobre Prevenção e combate ao Racismo Institucional e à outras formas de discriminações de Raça, Cor, Etnia, Religião ou Procedência Nacional, no dia 21 de junho, das 19h às 22h no Teatro de Bolso, no campus de São Carlos.

O Seminário faz parte do processo de construção, participativo e dialógico, da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar.

A SAADE agradece todas as pessoas que participaram da Roda de Conversa e que colaboraram para que este momento acontecesse.

Saade avança nos debates para a construção da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar

fonte: Boletim da Reitoria UFSCar (http://www.blogdareitoria.ufscar.br/wp-content/uploads/Boletim-da-Reitoria-16-06-2016.pdf)

Dando continuidade à construção participativa e dialógica da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar, a Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) realizou na última segunda-feira (13/6), no Campus Sorocaba, novo seminário temático, desta vez sobre Relações Étnico-Raciais.
Na ocasião, servidoras e servidores docentes e técnico-administrativos e estudantes do Campus discutiram as ações afirmativas na UFSCar voltadas às populações indígenas e negras e refletiram sobre as relações étnicas e raciais no cotidiano da vida universitária, considerando as diferentes categorias que constituem a comunidade universitária.
A conversa contou com a participação de Monica Caron, professora do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH), que fez um resgate histórico relacionado à Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, promulgada em 1996 em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de evidenciar como as línguas oficiais refletem opções políticas dos países e os interesses das classes dominantes. “No Brasil, nós temos em circulação 210 línguas naturais, 180 línguas indígenas vivas e 30 línguas estrangeiras e, ainda assim, somos considerados, equivocadamente, um país monolíngue. Em consequência, no cenário nacional, nem as línguas diferentes do Português, nem as pessoas falantes dessas línguas são atendidas nas políticas públicas de diferentes áreas, como Educação e Saúde”, registrou Caron. Para a professora, a UFSCar deve considerar que o ser humano é fundamentalmente diverso – em suas línguas, costumes e formas de expressão – para combater o preconceito por meio de uma política verdadeiramente comprometida com a inclusão.
Marcos Pereira, Mestre formado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) do Campus Sorocaba e militante do Movimento Negro em Sorocaba, resgatou a sua trajetória como pesquisador negro dentro da UFSCar e destacou a necessidade de urgência no fortalecimento das políticas de igualdade na Instituição. “A vulnerabilidade da pessoa negra e da família negra fica evidenciada em todos os índices de desenvolvimento humano e social. A Universidade tem de ser agente transformador dessa realidade”, afirmou. Erlete de Ceita Pires dos Santos, natural de São Tomé e Príncipe e estudante do curso de Administração, também relatou sua chegada ao Campus Sorocaba por meio do PEC-G (Programa de Estudantes-Convênio de Graduação), e afirmou acreditar na necessidade de uma política que contribua para a desconstrução de uma imagem negativa do continente africano. “Fui muito bem recebida no Brasil e na UFSCar e repetiria a minha escolha, mas a desinformação sobre a história do negro e da África ainda é fonte de muito preconceito e discriminação”, disse a estudante.
Por sua vez, Geovan José dos Santos, indígena da etnia Pankararu, defendeu a construção de um diagnóstico da realidade e dos problemas enfrentados pelas comunidades indígenas na UFSCar. “Precisamos acabar com os estereótipos que tantas vezes homogeneízam nossas línguas, culturas e identidades. Também acredito que a Instituição deve investir no aperfeiçoamento das ações de acolhimento às populações indígenas e que a nova política deve considerar as especificidades de cada povo e a valorização dos seus saberes”, afirmou.
No debate, também foram levantadas questões sobre a formação de docentes para o trato com a diversidade cultural dentro das salas de aula, processos de ensino e aprendizagem efetivamente inclusivos, o apoio pedagógico a estudantes de diferentes etnias e culturas e meios para o combate às barreiras linguísticas e sociais historicamente construídas dentro das universidades.

Portaria normativa dispõe sobre a indução de Ações Afirmativas na Pós-Graduação, e dá outras providências.

PORTARIA NORMATIVA N 13, DE 11 DE MAIO DE 2016
Dispõe sobre a indução de Ações Afirmativas na Pós-Graduação, e dá outras providências.

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, em observância ao disposto no art. 9 , inciso II, do Decreto n 7.824, de 11 de outubro de 2012, e
CONSIDERANDO:
O estabelecido na Lei n 12.288, de 20 de julho de 2010, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial;
Que as Ações Afirmativas e reservas de vagas adotadas em cursos de graduação, sobretudo as definidas na Lei n 12.711, de 29 de agosto de 2012, e regulamentada pelo Decreto n 7.824, de 2012, que explicitamente coloca em seu art. 5 , § 3 , que “as instituições federais de educação poderão, por meio de políticas específicas de ações afirmativas, instituir reservas de vagas suplementares ou de outra modalidade”;
Que o Supremo Tribunal Federal declarou, em 2012, a Constitucionalidade das Políticas de Ações Afirmativas;
Que o ingresso no Serviço Público Federal, nos termos da Lei n 12.990, de 9 de junho de 2014, estabelece reserva de vinte por cento das vagas aos/às negros/as, demonstrando que a adoção de Políticas de Ações Afirmativas na graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de passivos históricos ou atitudes discriminatórias atuais; e
Que universidades públicas, em diversos programas de pósgraduação, estão adotando Políticas de Ações Afirmativas para negros, indígenas e pessoas com deficiências, ampliando a diversidade étnica e cultural em seu corpo discente, resolve:
Art. 1 As Instituições Federais de Ensino Superior, no âmbito de sua autonomia e observados os princípios de mérito inerentes ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, terão o prazo de noventa dias para apresentar propostas sobre inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado), como Políticas de Ações Afirmativas.
Art. 2 As Instituições Federais de Ensino deverão criar comissões próprias com a finalidade de dar continuidade ao processo de discussão e aperfeiçoamento das Ações Afirmativas propostas.
Art. 3 A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES deverá coordenar a elaboração periódica do censo discente da pós-graduação brasileira, com o intuito de fornecer os subsídios para o acompanhamento de ações de inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência na pós-graduação, bem como para a avaliação de tais ações junto aos programas de pós-graduação.
Art. 4 O Ministério da Educação – MEC instituirá Grupo de Trabalho para acompanhar e monitorar as ações propostas nesta Portaria
Art. 5 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Acessível em: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/115616082/dou-secao-1-12-05-2016-pg-47

Apresentação SAADE

SECRETARIA GERAL DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E EQUIDADE

A Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) é um órgão de apoio administrativo vinculado à Reitoria da Universidade Federal de São Carlos, responsável pelo estabelecimento e implementação de políticas de ações afirmativas, diversidade e equidade para a UFSCar, bem como pela criação de mecanismos permanentes de acompanhamento e consulta à comunidade, visando verificar a eficácia dos procedimentos e a qualidade e repercussão dos resultados alcançados.

Ações Afirmativas são o conjunto de políticas que tem por objetivo combater práticas discriminatórias, equacionar suas conseqüências, agindo com medidas especiais e temporárias, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e por deficiências.

A UFSCar vem construindo medidas de Ações Afirmativas há muitos anos e em diversos setores. Em junho de 2007, a Portaria GR nº 695/07 implantou o ingresso por reserva de vagas para acesso aos cursos de Graduação da UFSCar, no Programa de Ações Afirmativas.

É preciso destacar que é dentro de um histórico de ações e de militância em torno das questões relacionadas às ações afirmativas, às diversidades e à equidade que a SAADE foi estruturada como mais uma resposta às demandas que surgem no cotidiano da UFSCar.

Em junho de 2015, a Resolução do CoAd nº 076 institui, oficialmente, a criação da SAADE.

A SAADE possui uma Secretária Geral que, atualmente, é a Profa. Dra. Maria Waldenez de Oliveira e possui o assessoramento de um Comitê Gestor e de um Conselho. Internamente, a SAADE divide suas atividades em três coordenadorias:

  • Coordenadoria de Inclusão e Direitos Humanos (CoIDH) – Profa Dra Rosimeire Maria Orlando

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações que visem garantir a inclusão e acessibilidade (atitudinal, arquitetônica, metodológica, programática, instrumental, transporte, comunicacional e digital) de servidores, estudantes e da comunidade em geral.

  • Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (CoRE) – 

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações sobre as relações étnico-raciais (gerais e institucionais) como forma de combate ao preconceito e à intolerância.

  • Coordenadoria de Diversidade e Gênero (CoDG) – Profa Dra Natália Rejane Salim

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações relativas às relações de gênero e diversidade sexual na sociedade, de modo geral, e na instituição, de modo específico, atuando no combate à violência de gênero, à homofobia e transfobia.

SEMINÁRIOS

Nos links abaixo é possível assistir aos vídeos com os seminários relacionados às coordenadorias da SAADE.

 

LOCALIZAÇÃO

Provisoriamente, a SAADE se localiza no campus de São Carlos, na área norte, no prédio atrás do Teatro Florestan Fernandes, de frente ao Departamento de Engenharia Química (DEQ).

Para entrar em contato com a SAADE é só ligar para o 3351-9771 e falar com Sandro que é o técnico-administrativo que trabalha na secretaria, além do e-mail saade@ufscar.br

Documentos Internos:
Documento de Criação SAADE