Comemoração aos 10 anos da Lei Maria da Penha

O Fórum de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de São Carlos, do qual esta Secretaria também participa, em comemoração aos 10 anos da Lei Maria da Penha, convida para um encontro com Amelinha Teles. O Evento ocorrerá no dia 16 de agosto, às 18h30, na Defensoria Pública do Estado de São Paulo – São Carlos, na Rua Belarmino Indalécio de Souza, 549.
Maria Amélia Teles que é referência nacional na luta pela Memória, A Verdade e, principalmente, A Justiça.
Amelinha foi militante durante os duros anos da ditadura militar no Brasil e foi presa junto com seu marido, irmã grávida e os filhos pequenos pela Operação Bandeirantes em São Paulo. Amelinha é fundadora da União de Mulheres de SP, integrante da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo e já ajudou a capacitar mais de 10 mil mulheres em conceitos jurídicos e dos direitos das mulheres, no Projeto Promotoras Legai Populares.

Programação do evento:

18h30: Recepção e coffee break de boas vindas

19h30: Abertura do evento – Defensoria Pública
Maria Alice Packness Oliveira de Macedo

19h45: Palestra: 10 anos de Lei Maria da Penha
Amelinha Teles

20h30 às 22h: Debates
Debatedoras da OAB, Promotoras Legais Populares de São Carlos e Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) da UFSCar.

Link para o evento aqui

Saade: Seminários discutem Diversidade e Gênero para subsidiar Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar

Fonte: http://www.blogdareitoria.ufscar.br/?p=4162

Na última semana, a Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) da UFSCar realizou nos campi São Carlos e Sorocaba três edições do seminário temático de Diversidade e Gênero, que integraram o processo de construção participativa e dialógica da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade.

No Campus São Carlos, o evento foi realizado no dia 14, no formato de uma roda de conversa sobre “Prevenção e enfrentamento à violência aos gêneros e às sexualidades” conduzida por Erika Santos, integrante da comissão aberta de construção da Política. Santos iniciou as falas com um depoimento no qual destacou o alto número de assassinatos de pessoas transexuais, citando estatísticas que apontam o Brasil como país com o maior número de assassinatos de pessoas trans. Os dados apontam também que 90% das mulheres trans se prostituem como única alternativa de sobrevivência, em meio a uma sociedade que as expulsa dos demais espaços. “As pessoas em geral não veem as pessoas trans, e não sabem lidar com elas. A mulher trans é vista como um ‘homem gay super afeminado’, e o homem trans como uma ‘mulher lésbica super masculinizada’, nos parâmetros em que se impõe o que é ser feminino e o que é ser masculino. Com quantas pessoas trans ou travestis vocês se deparam no dia a dia? Onde estão essas pessoas se elas existem?”, questionou.

Este contexto de invisibilidade, que impede a busca por amparo, agrava-se com as expulsões das famílias das pessoas trans, que, como destacou a ativista, são colocadas para fora de casa ainda na adolescência. “Quando as pessoas trans, com muito sacrifício, ingressam em espaços como a Universidade, elas se deparam com o ódio. Junto com elas entra toda a transfobia, a violência, a humilhação e a segregação. A sociedade aprendeu que ser mulher é ter vagina, que ser homem é ter pênis, que tudo que é diferente disso deve ser enojado, deve ser rechaçado. Não temos direito nem mesmo a ter um nome”, reforçou, apontando as dificuldades para a troca legal de nome, bem como para o uso de nome social.

A partir das colocações iniciais, as pessoas presentes debateram sobre maneiras de enfrentar as questões que expulsam indivíduos trans da sociedade e sobre violências contra a mulher. Refletiu-se sobre a importância de promover educação de gênero na Educação Infantil. Outro tema abordado foi o atendimento de Saúde, que envolve dificuldades específicas para a população trans. O público, composto também por profissionais da área da Saúde, destacou a falta de preparação profissional, e o desconhecimento das questões de diversidade de gênero, que impede o acolhimento adequado dessa população. Neste sentido, evidenciou-se a necessidade de incluir a diversidade de gênero nos currículos dos cursos de graduação, observando-se que a população trans, como quaisquer outras pessoas, utilizam os equipamentos de Saúde e precisam ter seus direitos assegurados. Foi ressaltada também a exclusão de mulheres trans das políticas de atenção à mulher, que, por sua vez, também são insatisfatórias, e correm constantes riscos de retrocesso com mudanças de gestão. O vídeo com a íntegra do encontro está disponível no Blog da Saade.

Sorocaba

Em Sorocaba, foram realizados dois encontros no dia 15, com a presença de Emanuela Barros, advogada e militante feminista; Alice Vilas Boas, ativista trans; Flávia Biggs, socióloga e também militante feminista, além de Viviane Melo de Mendonça e Rosana Batista Monteiro, coordenadoras de Diversidade e Gênero e de Relações Étnico-Raciais da Saade, e de representantes das Promotoras Legais Populares e do Coletivo Mandala.
A partir de um panorama da condição da mulher na sociedade brasileira, Barros afirmou que, para a construção da política de igualdade da UFSCar, é fundamental considerar a realidade das mulheres e de LGBTTs dentro dos campi, que, invariavelmente, refletem em suas estruturas e relações a violência de gênero presente na sociedade. “Vivemos imersos em uma cultura patriarcal construída ao longo dos séculos e que naturalizou relações de poder que incitam a violência contra a mulher. A nossa cultura estabelece e perpetua de forma natural a submissão da mulher diante do homem e incita a manutenção do status quo e do poder exercido pelos homens. É contra essa cultura que nós e a política da UFSCar devemos lutar”, afirmou a advogada.

Para a socióloga Flávia Biggs, a Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade também deve contribuir para o empoderamento das mulheres e para a visibilidade de LGBTTs. “Temos de mudar a percepção de mundo da juventude para que ela perceba que a violência de gênero é algo socialmente construído e, como tal, pode ser transformada a partir do comportamento e do comprometimento de cada pessoa com o respeito ao próximo em sua individualidade”, afirmou Biggs.

Na mesma direção, Vilas Boas relatou sua luta contra a invisibilidade social. “Me sinto invisível e completamente excluída dos círculos sociais e esquecida pelas políticas públicas em qualquer área. A maioria de nós está relegada à rua e à prostituição como lugar na sociedade e forma de sobrevivência”, relatou a ativista trans. No evento, foram citadas estatísticas que apontam que a expectativa de vida de transexuais no Brasil é de 30 a 35 anos, enquanto a do restante da população é de 78 anos. “Nós não temos nem o direito de ser, existir e sobreviver. Precisamos conquistar os espaços desde dentro das nossas casas até nas escolas, hospitais, igrejas, clubes e universidades. Acredito que com a criação da Saade e de sua política institucional, a UFSCar dá um passo importante no sentido de nos enxergar e garantir nosso acesso e permanência em suas estruturas”, destacou Vilas Boas.

As pessoas presentes também levantaram questões sobre o combate à cultura do assédio sexual e do estupro; o despreparo de profissionais da Educação, da Saúde e da Segurança Pública para acolher e encaminhar os casos de violência de gênero; a culpabilização das vítimas de violência sexual; e sobre o papel da Educação e da Cultura na transformação desse cenário de desigualdade de direitos.

A Saade registra todos os seminários em vídeo, disponibilizados alguns dias após a realização em seu Blog, onde é possível consultar também o cronograma de reuniões em todos os campi. Os relatos dos encontros serão sistematizados para compor a Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade, que deverá ser aberta para consulta pública de toda a comunidade em agosto. Aqui no Blog da Reitoria é possível consultar as matérias com destaques das reuniões, bem como o histórico de ações da Secretaria desde sua criação, aprovada pelo Conselho Universitário (ConsUni) em maio de 2015.

Registro do Seminário Temático de Diversidade e Gênero ocorrido no campus São Carlos no dia 14/06/2016

Abaixo é possível acompanhar ao vídeo que registrou o Seminário Temático de Diversidade e Gênero que aconteceu no formato de Roda de Conversa sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência aos Gêneros e às Sexualidades, no dia 14 de junho, das 18h30 às 21h no Teatro de Bolso, no campus de São Carlos.

O Seminário faz parte do processo de construção, participativo e dialógico, da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar.

A SAADE agradece todas as pessoas que participaram da Roda de Conversa e que colaboraram para que este momento acontecesse.

Nota da SAADE publicada no Painel do Leitor do jornal Folha de São Paulo em 10/06/2016

Em 2014 a Universidade Federal de São Carlos regulamentou o direito de uso do nome social a estudantes, servidores ou qualquer outra pessoa transexual ou travesti que tenha vínculo temporário ou estável com a Universidade. O reconhecimento do nome social é um direito, garante a dignidade da pessoa humana e assegura o pleno respeito à identidade de gênero.
Maria Waldenez de Oliveira – Secretária de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar – SAADE.

Apresentação SAADE

SECRETARIA GERAL DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E EQUIDADE

A Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) é um órgão de apoio administrativo vinculado à Reitoria da Universidade Federal de São Carlos, responsável pelo estabelecimento e implementação de políticas de ações afirmativas, diversidade e equidade para a UFSCar, bem como pela criação de mecanismos permanentes de acompanhamento e consulta à comunidade, visando verificar a eficácia dos procedimentos e a qualidade e repercussão dos resultados alcançados.

Ações Afirmativas são o conjunto de políticas que tem por objetivo combater práticas discriminatórias, equacionar suas conseqüências, agindo com medidas especiais e temporárias, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e por deficiências.

A UFSCar vem construindo medidas de Ações Afirmativas há muitos anos e em diversos setores. Em junho de 2007, a Portaria GR nº 695/07 implantou o ingresso por reserva de vagas para acesso aos cursos de Graduação da UFSCar, no Programa de Ações Afirmativas.

É preciso destacar que é dentro de um histórico de ações e de militância em torno das questões relacionadas às ações afirmativas, às diversidades e à equidade que a SAADE foi estruturada como mais uma resposta às demandas que surgem no cotidiano da UFSCar.

Em junho de 2015, a Resolução do CoAd nº 076 institui, oficialmente, a criação da SAADE.

A SAADE possui uma Secretária Geral que, atualmente, é a Profa. Dra. Maria Waldenez de Oliveira e possui o assessoramento de um Comitê Gestor e de um Conselho. Internamente, a SAADE divide suas atividades em três coordenadorias:

  • Coordenadoria de Inclusão e Direitos Humanos (CoIDH) – Profa Dra Rosimeire Maria Orlando

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações que visem garantir a inclusão e acessibilidade (atitudinal, arquitetônica, metodológica, programática, instrumental, transporte, comunicacional e digital) de servidores, estudantes e da comunidade em geral.

  • Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (CoRE) – 

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações sobre as relações étnico-raciais (gerais e institucionais) como forma de combate ao preconceito e à intolerância.

  • Coordenadoria de Diversidade e Gênero (CoDG) – Profa Dra Natália Rejane Salim

Compete acolher e promover políticas, reflexões e ações relativas às relações de gênero e diversidade sexual na sociedade, de modo geral, e na instituição, de modo específico, atuando no combate à violência de gênero, à homofobia e transfobia.

SEMINÁRIOS

Nos links abaixo é possível assistir aos vídeos com os seminários relacionados às coordenadorias da SAADE.

 

LOCALIZAÇÃO

A SAADE localiza-se na àrea Sul do campus de São Carlos, entre o departamento de Música e a Orquestra, quase em frente ao departamento de Sociologia.

Para entrar em contato com a SAADE é só ligar para o 3351-9771 e falar com Sandro que é o técnico-administrativo que trabalha na secretaria, além do e-mail saade@ufscar.br

Documentos Internos:
Documento de Criação SAADE