SAADE disponibiliza vídeos de eventos sobre gênero realizados no final de março

A Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar (Saade) realizou no final de março dois eventos voltados ao debate de questões de gênero, cujas gravações em vídeo estão agora disponíveis no YouTube. No dia 28, aconteceu o seminário “Feminismos e Novas Masculinidades em debate: diálogos para a prevenção das violências de gênero”, organizado em uma parceria com a coordenação do curso de graduação em Ciências Sociais e com os departamentos de Sociologia e de Ciências Sociais. No dia 30, o evento foi a roda de conversa “Mulheres em roda: diálogos sobre a diversidade do conceito de ser mulher na sociedade brasileira”.

Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet

Fonte: http://www.humanizaredes.gov.br

O Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet é uma iniciativa do Governo Federal de ocupar esse espaço usado, hoje, amplamente pelos brasileiros para garantir mais segurança na rede, principalmente para as crianças e adolescentes, e fazer o enfrentamento às violações de Direitos Humanos que acontecem online.

O movimento, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Ministério da Educação, Ministério das Comunicações e Ministério da Justiça será composto por três eixos de atuação: denúncia, prevenção e segurança, que garantirá aos usuários brasileiros, priorizando as crianças e adolescentes, uma internet livre de violações de Direitos Humanos.

De acordo com o art. 5º do Decreto nº 8.162/2013, ao Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos compete, entre outras atribuições, receber, examinar e encaminhar denúncias e reclamações sobre violações de Direitos Humanos

Canal denuncias na Internet

Quem analisa e vincula o link da internet em que ocorre a violação é o cidadão quando escolhe dentre as opções de conteúdos e nos direciona a denúncia.

Depois de feita a denúncia, a Ouvidoria analisa se o link denunciado corresponde ao conteúdo indicado e, se sim, encaminha aos órgãos competentes, conforme ordenamento jurídico brasileiro. Quem verifica se houve violação ou crime são os órgãos de proteção e responsabilização.

Canal de denuncias fora da Internet

O cidadão nos conta o que aconteceu, com que, onde e como ocorreu a violação, nós analisamos o conteúdo do ocorrido, indicamos as supostas violações e encaminhamos aos órgãos de proteção e responsabilização para que estes realizem a apuração e representação da denúncia, se houver indícios.

Professora da USP adapta aula de anatomia para aluna sem visão

Fonte: http://jornal.usp.br/universidade/professora-da-usp-adapta-aula-de-anatomia-para-aluna-sem-visao/

Com material comprado na 25 de Março, estudante de Terapia Ocupacional pôde entender o sistema nervoso humano

Por – Editorias: Universidade

reg. 047-17 ICB III. Luciane Valéria Sita. Com materiais comprados na 25 de março e ajuda de alguns alunos e funcionários, a professora criou e adaptou peças que permitiram o aprendizado e envolvimento de uma aluna com deficiência visual nas aulas de Neuroanatomia Humana
Com materiais comprados na Rua 25 de Março e ajuda de alguns alunos e funcionários, a professora criou peças para as aulas de Neuroanatomia Humana – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Imagine uma aula sobre a estrutura do sistema nervoso. Medula espinhal, tronco encefálico e cerebelo são algumas das partes que compõem esse sistema complexo, responsável por coordenar boa parte das atividades que acontecem no nosso corpo. Você tem acesso a slides, livros recheados de imagens, além de ter à disposição no laboratório peças reais para entender como são essas estruturas.

Uma aluna da USP teria mesmo que imaginar tudo isso, não fosse a iniciativa de uma professora e a ajuda de alguns funcionários e colegas de curso. Vitória Maria Souza Costa perdeu a visão antes de completar dois anos de idade, devido a um tumor maligno na retina e, hoje, com 18 anos, cursa Terapia Ocupacional na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Consultando quem já havia participado da disciplina de Neuroanatomia Humana, ficou preocupada: diziam que era difícil e que dependia muito da observação e diferenciação das estruturas a partir de suas cores e aspecto.

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Imagens de livro de anatomia foram impressas e montadas em placas que receberam cola quente e tecidos de diversas texturas – Marcos Santos/USP Imagens

Mas já no primeiro dia de aula, no semestre passado, encontrou uma professora disposta a fazer seu aprendizado ser tão eficaz quanto o dos outros alunos. “Ela ampliou as lâminas que os alunos olham, colocou numa placa e fez relevo nos contornos, com cola quente e tecido. Pude perceber, por exemplo, a diferença entre as vértebras, a cervical, lombar, enfim, todas elas. E ela foi adaptando outros materiais ao longo da disciplina”, conta Vitória. No semestre anterior, ela já havia cursado Anatomia Humana e encontrado algumas dificuldades. Embora com bom desempenho, não pôde fazer a prova prática, apenas a teórica, mas isso não se repetiu no semestre seguinte.

“Tudo da 25 de Março”

A professora Luciane Valéria Sita, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, conta já ter dado aulas para um aluno com deficiência visual alguns anos atrás. “Foram necessárias poucas adaptações, pois era uma deficiência parcial, mas isso já me despertou para uma necessidade futura, já que alunos com outras necessidades também poderiam cursar a disciplina”, relata.

Luciane Valéria Sita, com materiais comprados na 25 de março e ajuda de alguns alunos e funcionários, a professora criou e adaptou peças que permitiram o aprendizado e envolvimento de uma aluna com deficiência visual nas aulas de Neuroanatomia Humana - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Luciane Valéria Sita criou e adaptou peças que permitiram o aprendizado e envolvimento de uma aluna com deficiência visual – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Quando Vitória apareceu, o primeiro passo foi procurar livros que pudessem ser utilizados por ela – em braile, por exemplo, ou com versão digital para uso por áudio. A pesquisa, entretanto, não teve resultado: o livro-texto usado na disciplina, considerado o melhor na área pela professora, não existia em formato acessível (assim como muitos outros buscados). Com apoio da supervisora técnica da biblioteca do ICB, Valéria Maria Loro Pedullo, elas descobriram que havia uma sala de acessibilidade na Faculdade de Educação (FE) da USP. Lá, existe um equipamento que consegue capturar as páginas dos livros, reconhecendo seu conteúdo, e “ler” o texto para a pessoa cega. Vitória, então, passou a frequentar o local.

Foto: Arquivo Pessoal
Vitória Maria Souza Costa teria que imaginar – Foto: Arquivo Pessoal

Superada essa etapa, era preciso repensar as aulas práticas. A professora Luciane, então, selecionou algumas imagens dos famosos “atlas” de anatomia e o aluno de pós-graduação Giovanne Baroni Diniz as redesenhou no computador. Com o apoio de Maria Lúcia de Campos Motta, da área de Comunicação Visual do ICB, essas imagens foram impressas e montadas em placas, que então receberam cola quente e tecidos de diversas texturas para tornar possível tatear os contornos e identificar as estruturas.

“Comprei todo esse material na 25 de Março e gastei menos de 50 reais”, conta a professora. Os colegas de turma também tiveram um papel importante. “Eles apoiaram, abraçaram a ideia e também aproveitaram muito, porque é um método muito mais interessante de aprender”, diz. E no laboratório também foram feitas adaptações: as amostras de cérebros, que ficam conservados no álcool e na glicerina, ganharam alfinetes de costura para indicar algumas de suas “dobras” e tiveram partes de sua estrutura encapadas por tecidos.

Obstáculos

Vitória conseguiu cursar com bom aproveitamento a disciplina de Neuroanatomia, e realizou a prova prática, além da prova teórica, assim como todos os alunos. Mas os desafios na USP ainda são muitos, seja em outras aulas ou no dia a dia dentro da Cidade Universitária. “Nas aulas, eu peço aos professores que leiam o conteúdo, caso estejam passando slides. No caso de textos, muitas vezes recebemos páginas escaneadas, então eu pergunto se há uma outra versão em texto, para que eu possa transformar em áudio”, relata.

Segundo a estudante, a maior parte dos docentes aceitam suas sugestões e estão dispostos a pensar em meios para que ela possa cursar a Universidade sem problemas. “E do mesmo modo como isso é novo para eles, é novo para mim. Muitos perguntam: ‘o que você precisa?’ É difícil responder porque as necessidades vão aparecendo no dia a dia.”

SAADE e SEaD iniciam parceria voltada à produção de materiais didáticos acessíveis a estudantes com deficiência visual

As secretarias gerais de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) e de Educação a Distância (SEaD) da UFSCar, juntamente com o Incluir – Núcleo de Acessibilidade da UFSCar, estão iniciando esforços conjuntos voltados à adaptação de materiais didáticos dos cursos de graduação presenciais para que sejam acessíveis a estudantes com deficiência visual. Neste primeiro momento, o objetivo é criar a possibilidade de adaptação de materiais utilizados em disciplinas que serão cursadas no segundo semestre deste ano. Para tanto, uma primeira ação será o contato telefônico com as coordenações dos cursos de graduação, de 30 de março a 6 de abril, com o objetivo de levantar informações sobre a presença de estudantes com deficiência visual nos cursos. Toda e qualquer ação seguinte, no sentido de concretizar o trabalho de tornar acessível o material didático, será precedida de diálogo com as pessoas com deficiência, para que o processo seja dialógico, participativo e vá ao encontro das expectativas dessas pessoas. Uma vez estabelecido esse diálogo, a equipe do projeto entrará em contato também com os docentes que ministram as disciplinas envolvidas, para que seja construído, em conjunto, o plano de trabalho que orientará todo o processo. Além desse caminho, abaixo está disponível o formulário no qual a pessoa com deficiência e outras pessoas com necessidades educacionais especiais poderão se identificar e agendar um horário para conversar com a equipe do projeto, se necessário. A Secretaria também estabeleceu parceria com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), visando constituir mais um canal para acolhimento das demandas de estudantes com deficiências e, assim, ampliar a rede de acolhimento. O detalhamento da ação de adaptação de materiais didáticos pode ser conferido neste texto produzido pela própria Saade.

Formulário para apoio a pessoas com necessidades educacionais especiais

Não é ‘ideologia de gênero’, é educação e deve ser discutido nas escolas, diz pesquisadora da UFSCar

(Fonte: http://www.geledes.org.br/nao-e-ideologia-de-genero-e-educacao-e-deve-ser-discutido-nas-escolas-diz-pesquisadora/#gs.null)

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, mostrou que 32% dos homossexuais entrevistados afirmaram sofrer preconceito dentro das salas de aula e também que os educadores ainda não sabem reagir apropriadamente diante das agressões, que podem ser físicas ou verbais, no ambiente escolar.

Os dados, segundo os pesquisadores, convergem com aqueles apresentados em pesquisa do Ministério da Educação que ouviu 8.283 estudantes na faixa etária de 15 a 29 anos, no ano letivo de 2013, em todo o país, e constatou que 20% dos alunos não quer colega de classe homossexual ou transexual.

A professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE) da Ufscar, que é uma das autoras do estudo, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.

“A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, este e outros estudos de gênero e sexualidade “contribuem para levantar questões e pensar em ações na escola em uma perspectiva da educação para diversidade e, desse modo, para uma educação que combata a discriminação e preconceitos, as violências de gênero, violência contra mulher e a violência homo, lesbo e transfóbica”.

Para a pesquisadora, a escola tem que ser um espaço aberto à reflexão e de acolhimento aos alunos em sua individualidade e liberdade de expressão.

Para a promoção da diversidade e dos direitos humanos nas escolas, de acordo com a pesquisadora, é necessária a formação de educadores para a questão.

“É necessário que a formação de professoras e professores tenham um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e sexualidade, com disciplinas obrigatórias que tratem do tema. É fundamental também que se desconstruam as resistências para se falar da diversidade sexual e das diferenças, bem como das desigualdades persistentes e estruturais em nossa sociedade que são, sim, produtoras das violências”, disse.

Plano Municipal de Educação

O tema da educação para a diversidade foi bastante debatido no ano passado durante a formulação dos Planos Municipais de Educação (PME), projeto que tem o objetivo de nortear o planejamento da educação para a cidade nos próximos 10 anos. Na capital paulista, após muitas discussões e protestos favoráveis e contrários, o projeto de lei que trata do PME foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, em agosto de 2015, mas o texto não incluiu questões de gênero e sexualidade.

Na época, o vereador Ricardo Nunes se referiu ao assunto como “ideologia de gênero” e justificou a retirada do tema do PME com referências a Deus e à religiosidade. Ele acredita que a educação relacionada à sexualidade cabe à família.

Já a vereadora Juliana Cardoso ressaltou os diferentes modelos de família que existem hoje. Algumas têm mulheres como chefes de família, pais homossexuais ou heterossexuais, somente pai ou somente a mãe, avós como referência materna e paterna, entre outros casos. “Essas famílias precisam ser visibilizadas na escola, porque refletem a realidade brasileira”, disse na ocasião.

Ela elencou ainda algumas mentiras, que estariam sendo disseminadas sobre a inclusão de gênero no PME, e disse que a exclusão de banheiros separados, os professores ensinando os alunos a serem transexuais e a destruição da família não correspondem à realidade: “queremos discutir gênero nas escolas para garantir respeito à diversidade.”

A pesquisa da Ufscar apontou ainda que os ambientes familiar e religioso também são locais predominantemente de discriminação devido à orientação sexual. Com isso, os pesquisadores acreditam que a análise das questões familiares e religiosas como causadoras da violência homofóbica deve estar na agenda de proposições e ações para que haja superação desses problemas no cotidiano escolar.

“Apenas aceitando o desafio de um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e diversidade sexual é que se torna possível superar as dificuldades de se implantar uma perspectiva de gênero nas escolas e, assim, trazer para a cena a família e a comunidade de seu entorno”, disse Mendonça.

Dia Internacional contra a Discriminação Racial é tema de debate na Rádio UFSCar

Fonte: http://www.radio.ufscar.br/noticias-ufscar/radioufscarconvida-21-03-2017/

Hoje (21), ao meio-dia, o Rádio UFSCar Ao Vivo foi palco de um bate-papo por conta do Dia Internacional contra a Discriminação Racial (21 de março), Promovido pela Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) da UFSCar, pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Universidade e pela Rádio UFSCar 95,3FM.

A jornalista Mariana Pezzo (CCS) entrevistou as professoras Tatiane Consentino Rodrigues e Ana Cristina Juvenal da Cruz; o estudante Iberê Araújo da Conceição; o secretário de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar, Djalma Ribeiro; e a pós-graduanda Fernanda Luiz.

radioufscarconvida 21-03-2017
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Fundo de Mulheres do Sul seleciona projetos sobre igualdade de gênero, até 20/3, em apoio à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável

Fonte: http://www.onumulheres.org.br/noticias/fundo-de-mulheres-do-sul-seleciona-projetos-ate-203-sobre-igualdade-de-genero-em-apoio-a-agenda-2030-dos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/

As candidaturas só podem ser apresentadas em Espanhol ou Inglês. Depois de completar os documentos exigidos enviar por correio electrónico para liderando@mujeresdelsur.org No “Assunto” do e-mail incluir o nome do programa: “Liderando desde o sul”, seguido do nome da organização candidata

Clique aqui para acessar a íntegra do edital

O Fundo de Mulheres do Sul anuncia a sua primeira Chamada de Propostas do Programa Liderando desde o Sul e convida grupos, organizações, movimentos e redes locais, nacionais, sub-regionais e/ou regionais dirigidas por mulheres a apresentar propostas inovadores e de alto impacto, com foco na defesa e promoção dos direitos das mulheres e a igualdade de gênero, para ajudar a impulsionar a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas focada no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5 – Igualdade de gênero), Os alvos de gênero dentro do ODS 1 (Fim da Pobreza), ODS 2 (Fome Zero), ODS 3 (Saúde e Bem-estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 6 (água potável e saneamento), ODS 8 (trabalho decente e crescimento Económico), ODS-10 (Redução das Desigualdades), ODS-11 (Comunidades e Cidades Sustentáveis), ODS 13 (ação climática) e ODS 17 (Aliança para atingir os objectivos) e as questões de gênero relativas ao ODS 7 (energia acessível e limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infra-estrutura), ODS 12 (Produção e Consumo Responsável), ODS 14 (vida submarina), ODS 15 (vida dos ecossistemas terrestres) e ODS 16 (Paz, Justiça e instituições sólidas); que não incorporam metas específicas de gênero, mas são fundamentais para o alcance da igualdade e o desenvolvimento sustentável. As candidaturas de propostas deverão ser encaminhadas até 20 de março de 2017.

Na região da América Latina e o Caribe, o FMS vai entregar três tipos de doações de acordo com a categorização das organizações de mulheres estabelecidas para este programa: grandes organizações, organizações de porte médio e organizações de base. São abordagens priorizadas: direitos humanos; desenvolvimento sustentável; feminismo; perspectiva de gênero e empoderamento das mulheres; e diversidade, multiculturalismo e intersetorialidade.

Público-alvo – Será dada especial atenção às propostas que monstrarem um forte compromisso de trabalhar com mulheres e jovens que enfrentarem discriminações múltiplas em posições de exclusão política, económica, social, cultural e territorial. Isso pode incluir, mas não limitado a: mulheres que vivem em situação de extrema pobreza; agricultores; indígena; Afro-descendentes; rurais; mulheres em áreas urbanas marginalizadas; migrantes; trabalhadoras dos setores precários (domésticas, costureiras, etc.); mulheres com deficiência; mulheres que vivem com HIV/AIDS e/ou outras doenças sexualmente transmissíveis; defensoras do meio ambiente; lésbicas, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LBTI); dirigentes sindicais; mulheres jovens; entre outras. O FMS incentiva iniciativas lideradas e/ou que integrarem a participação e agendas desses grupos.

Envio das propostas – As candidaturas só podem ser apresentadas em Espanhol ou Inglês. Note-se que as regras da chamada estão disponíveis em Francês e Português. No entanto, para efeitos de avaliação só propostas apresentadas em Espanhol ou Inglês serão aceitas. Depois de completar os documentos exigidos enviar por correio eletrônico para liderando@mujeresdelsur.org No “Assunto” do e-mail incluir o nome do programa: “Liderando desde o sul”, seguido do nome da organização candidata. Exemplo: Liderando desde o sul – Grupo La Revuelta. A organização receberá uma confirmação automática de recepção do e-mail.

Pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números – e-Book

Fonte: http://www.geledes.org.br/pesquisa-mulheres-negras-e-violencia-domestica-decodificando-os-numeros-e-book/#gs.v9Nwf5Y

Geledés apresenta a pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números, realizada com apoio do edital Fundo Fale Sem Medo 2016, uma iniciativa do Instituto Avon e ELAS Fundo de Investimento Social. É uma produção que se une às reivindicações das mulheres negras por políticas públicas que revertam sua primazia nos dados estatísticos sobre homicídio de mulheres.

por Geledés Instituto da Mulher Negra

Os relatos de mulheres negras e não negras que utilizam Centros de Defesa e de Convivência da Mulher – CDCMs revelaram as dinâmicas já demonstradas em outros estudos sobre a violência doméstica: machismo, violências física e sexual; conflitos intrafamiliares, questões socioeconômicas, disputas patrimoniais etc. Porém contribuiu para desnudar as dinâmicas diferenciadas da violência psicológica, onde a cor da pele é um importante instrumento simbólico utilizado para a submissão, humilhação, desumanização e preservação do controle e do poder sobre os corpos e mentes de mulheres negras. Suas contribuições também salientaram as diversas restrições para o acesso e a utilização dos equipamentos voltados para o enfrentamento da violência contra a mulher.

A pesquisa também ouviu as profissionais que atendem nos CRMs e CDCMs, que trouxeram os desafios para a plena execução da rede de enfrentamento à violência contra a mulher; as violações aos direitos das mulheres muitas vezes realizadas pelos serviços de segurança pública e o judiciário; as especificidades dos territórios em que os equipamentos estão localizados e o estrangulamento da política pública; além da urgência de uma efetiva articulação entre os serviços públicos.

e-BOOK-MULHERES NEGRAS e VIOLÊNCIA DOMÉSTICA decodifancando os números – PDF

Morre em Sorocaba a fundadora da ONG Quilombinho

Fonte: http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/771310/morre-em-sorocaba-a-fundadora-da-ong-quilombinho

A presidente fundadora da ONG Quilombinho, Rosângela Cecília da Silva Alves, de 53 anos, faleceu às 15h45 deste domingo (12) no Hospital Modelo, em Sorocaba. Segundo um dos quatro filhos dela, Luiz Eduardo, a causa da morte foi um problema relacionado ao coração.

O corpo de Rosângela será velado na Ossel do Jardim Simus, em Sorocaba. O sepultamento ocorrerá na segunda-feira (13), às 11h, no cemitério Santo Antonio.

Rosângela trabalhou durante 26 anos como servidora pública municipal, na função de professora. Atuou em várias escolas da zona norte da cidade. A chegada da aposentadoria, iniciada em dezembro do ano passado, foi acompanhada pela descoberta de um problema cardíaco. Além da criação da ONG Quilombinho, Rosângela também integrou o Conselho do Negro em Sorocaba.
No site oficial do Centro Cultural Quilombinho consta que a entidade pomove o resgate da autoestima dos descendentes de escravos através da valorização e da difusão da rica cultura afro-brasileira.

No ano passado, Rosângela foi uma das homenageadas na revista Loucos por Sorocaba (A Cidade). O material foi produzido pelo jornal Cruzeiro do Sul. Confira o texto no link: http://bit.ly/2ntHccF (Da Redação)

Nota da SAADE: A Professora Rosângela foi uma pessoa muito importante e querida para Sorocaba. Ativista do movimento negro, foi uma das fundadoras da ONG Quilombinho, que foi precursora na formação de professores e estudantes para a educação das relações étnico-raciais. 

Dia Internacional da Mulher: seleção de artigos da RBE – Revista Brasileira de Educação

Fonte: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

Neste dia 08 de março, a SAADE compartilha a iniciativa da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) que reuniu alguns artigos publicados pela Revista Brasileira de Educação entre os anos de 2000 e 2016. Segundo a ANPEd, “este é um dia importante para fortalecer a produção na área de educação feita por mulheres e a produção sobre temas que tangenciam o debate sobre mulher, gênero e educação”

Toda a matéria pode ser conferida no link: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

A RBE, publicação trimestral da ANPEd, circula no meio acadêmico desde 1995. Publica artigos inéditos que abordem temas associados à área da educação, resultantes prioritariamente de pesquisas.

Assim oferecemos uma lista de artigos científicos publicados na RBE, confira:

 Espaços educativos e produção das subjetividades gays, travestis e transexuais.

LONGARAY, DEISE AZEVEDO  e  RIBEIRO, PAULA REGINA COSTA. Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.62, pp.723-747. ISSN 1413-2478.

Memórias de uma professora ao recompor cenários do ensino público em Lomba Grande, Novo Hamburgo, RS (1931-1942).

SOUZA, JOSÉ EDIMAR DE  e  GRAZZIOTIN, LUCIANE SGARBI SANTOS.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.61, pp.383-407. ISSN 1413-2478.

 Discursos do profissionalismo docente paradoxos e alternativas conceptuais. 

FLORES, Maria Assunção.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.59, pp.851-869. ISSN 1413-2478.

 Para pensar o campo científico e educacional: mulheres, educação e letras no século XIX. 

SANTOS, Vívian Matias dos.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.58, pp.585-610. ISSN 1413-2478.

A escola e famílias de territórios metropolitanos de alta vulnerabilidade social: práticas educativas de mães “protagonistas”. 

CARVALHO-SILVA, Hamilton Harley de; BATISTA, Antônio Augusto Gomes  e  ALVES, Luciana. Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.56, pp.123-139. ISSN 1413-2478.

As temáticas gênero e sexualidades nas reuniões da ANPEd de 2000 a 2006. 

FERREIRA, Márcia Ondina Vieira; NUNES, Georgina Helena Lima  e  KLUMB, Márcia Cristiane Völz. Rev. Bras. Educ. [online]. 2013, vol.18, n.55, pp.899-920. ISSN 1413-2478.

Educação de mulheres-mães pobres para uma “infância melhor”.

KLEIN, Carin.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2012, vol.17, n.51, pp.647-660. ISSN 1413-2478.

Jovens produzindo identidades sexuais. 

EPSTEIN, Debbie  e  JOHNSON, Richard. Rev. Bras. Educ. [online]. 2009, vol.14, n.40, pp.83-92. ISSN 1413-2478.

Missionárias norte-americanas na educação brasileira: vestígios de sua passagem nas escolas de São Paulo no século XIX.

 ALMEIDA, Jane Soares de.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2007, vol.12, n.35, pp.327-342. ISSN 1413-2478.

Como as mães de uma creche domiciliar percebem o trabalho de tomar conta de crianças?

DELGADO, Ana Cristina Coll.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2005, n.28, pp.151-163. ISSN 1413-2478.

A creche comunitária na visão das professoras e famílias usuárias. 

CRUZ, Silvia Helena Vieira. Rev. Bras. Educ. [online]. 2001, n.16, pp.48-60. ISSN 1413-2478.

 A pedagogia da conquista do espaço público pelas mulheres e a militância feminista de Bertha Lutz.

SOIHET, Rachel. Rev. Bras. Educ. [online]. 2000, n.15, pp.97-117. ISSN 1413-2478.

NOTAS DE LEITURAS

História das Mulheres no Brasil.

Rev. Bras. Educ.  no.15 Rio de Janeiro set./dez. 2000

DEL PRIORE, Mary (org.) & BASSANEZI, Carla (coord. de textos). São Paulo: Contexto/Ed. UNESP, 1997, 678 p.

RESENHAS

Linguagem, gênero, sexualidade.

Rev. Bras. Educ. vol.15 no.45 Rio de Janeiro set./dez. 2010

OSTERMANN, Ana Cristina e FONTANA, Beatriz (Orgs.). Clássicos traduzidos. São Paulo: Parábola, 2010. 166 p.