Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet

Fonte: http://www.humanizaredes.gov.br

O Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet é uma iniciativa do Governo Federal de ocupar esse espaço usado, hoje, amplamente pelos brasileiros para garantir mais segurança na rede, principalmente para as crianças e adolescentes, e fazer o enfrentamento às violações de Direitos Humanos que acontecem online.

O movimento, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Ministério da Educação, Ministério das Comunicações e Ministério da Justiça será composto por três eixos de atuação: denúncia, prevenção e segurança, que garantirá aos usuários brasileiros, priorizando as crianças e adolescentes, uma internet livre de violações de Direitos Humanos.

De acordo com o art. 5º do Decreto nº 8.162/2013, ao Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos compete, entre outras atribuições, receber, examinar e encaminhar denúncias e reclamações sobre violações de Direitos Humanos

Canal denuncias na Internet

Quem analisa e vincula o link da internet em que ocorre a violação é o cidadão quando escolhe dentre as opções de conteúdos e nos direciona a denúncia.

Depois de feita a denúncia, a Ouvidoria analisa se o link denunciado corresponde ao conteúdo indicado e, se sim, encaminha aos órgãos competentes, conforme ordenamento jurídico brasileiro. Quem verifica se houve violação ou crime são os órgãos de proteção e responsabilização.

Canal de denuncias fora da Internet

O cidadão nos conta o que aconteceu, com que, onde e como ocorreu a violação, nós analisamos o conteúdo do ocorrido, indicamos as supostas violações e encaminhamos aos órgãos de proteção e responsabilização para que estes realizem a apuração e representação da denúncia, se houver indícios.

Não é ‘ideologia de gênero’, é educação e deve ser discutido nas escolas, diz pesquisadora da UFSCar

(Fonte: http://www.geledes.org.br/nao-e-ideologia-de-genero-e-educacao-e-deve-ser-discutido-nas-escolas-diz-pesquisadora/#gs.null)

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, mostrou que 32% dos homossexuais entrevistados afirmaram sofrer preconceito dentro das salas de aula e também que os educadores ainda não sabem reagir apropriadamente diante das agressões, que podem ser físicas ou verbais, no ambiente escolar.

Os dados, segundo os pesquisadores, convergem com aqueles apresentados em pesquisa do Ministério da Educação que ouviu 8.283 estudantes na faixa etária de 15 a 29 anos, no ano letivo de 2013, em todo o país, e constatou que 20% dos alunos não quer colega de classe homossexual ou transexual.

A professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE) da Ufscar, que é uma das autoras do estudo, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.

“A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, este e outros estudos de gênero e sexualidade “contribuem para levantar questões e pensar em ações na escola em uma perspectiva da educação para diversidade e, desse modo, para uma educação que combata a discriminação e preconceitos, as violências de gênero, violência contra mulher e a violência homo, lesbo e transfóbica”.

Para a pesquisadora, a escola tem que ser um espaço aberto à reflexão e de acolhimento aos alunos em sua individualidade e liberdade de expressão.

Para a promoção da diversidade e dos direitos humanos nas escolas, de acordo com a pesquisadora, é necessária a formação de educadores para a questão.

“É necessário que a formação de professoras e professores tenham um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e sexualidade, com disciplinas obrigatórias que tratem do tema. É fundamental também que se desconstruam as resistências para se falar da diversidade sexual e das diferenças, bem como das desigualdades persistentes e estruturais em nossa sociedade que são, sim, produtoras das violências”, disse.

Plano Municipal de Educação

O tema da educação para a diversidade foi bastante debatido no ano passado durante a formulação dos Planos Municipais de Educação (PME), projeto que tem o objetivo de nortear o planejamento da educação para a cidade nos próximos 10 anos. Na capital paulista, após muitas discussões e protestos favoráveis e contrários, o projeto de lei que trata do PME foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, em agosto de 2015, mas o texto não incluiu questões de gênero e sexualidade.

Na época, o vereador Ricardo Nunes se referiu ao assunto como “ideologia de gênero” e justificou a retirada do tema do PME com referências a Deus e à religiosidade. Ele acredita que a educação relacionada à sexualidade cabe à família.

Já a vereadora Juliana Cardoso ressaltou os diferentes modelos de família que existem hoje. Algumas têm mulheres como chefes de família, pais homossexuais ou heterossexuais, somente pai ou somente a mãe, avós como referência materna e paterna, entre outros casos. “Essas famílias precisam ser visibilizadas na escola, porque refletem a realidade brasileira”, disse na ocasião.

Ela elencou ainda algumas mentiras, que estariam sendo disseminadas sobre a inclusão de gênero no PME, e disse que a exclusão de banheiros separados, os professores ensinando os alunos a serem transexuais e a destruição da família não correspondem à realidade: “queremos discutir gênero nas escolas para garantir respeito à diversidade.”

A pesquisa da Ufscar apontou ainda que os ambientes familiar e religioso também são locais predominantemente de discriminação devido à orientação sexual. Com isso, os pesquisadores acreditam que a análise das questões familiares e religiosas como causadoras da violência homofóbica deve estar na agenda de proposições e ações para que haja superação desses problemas no cotidiano escolar.

“Apenas aceitando o desafio de um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e diversidade sexual é que se torna possível superar as dificuldades de se implantar uma perspectiva de gênero nas escolas e, assim, trazer para a cena a família e a comunidade de seu entorno”, disse Mendonça.

Fundo de Mulheres do Sul seleciona projetos sobre igualdade de gênero, até 20/3, em apoio à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável

Fonte: http://www.onumulheres.org.br/noticias/fundo-de-mulheres-do-sul-seleciona-projetos-ate-203-sobre-igualdade-de-genero-em-apoio-a-agenda-2030-dos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/

As candidaturas só podem ser apresentadas em Espanhol ou Inglês. Depois de completar os documentos exigidos enviar por correio electrónico para liderando@mujeresdelsur.org No “Assunto” do e-mail incluir o nome do programa: “Liderando desde o sul”, seguido do nome da organização candidata

Clique aqui para acessar a íntegra do edital

O Fundo de Mulheres do Sul anuncia a sua primeira Chamada de Propostas do Programa Liderando desde o Sul e convida grupos, organizações, movimentos e redes locais, nacionais, sub-regionais e/ou regionais dirigidas por mulheres a apresentar propostas inovadores e de alto impacto, com foco na defesa e promoção dos direitos das mulheres e a igualdade de gênero, para ajudar a impulsionar a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas focada no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5 – Igualdade de gênero), Os alvos de gênero dentro do ODS 1 (Fim da Pobreza), ODS 2 (Fome Zero), ODS 3 (Saúde e Bem-estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 6 (água potável e saneamento), ODS 8 (trabalho decente e crescimento Económico), ODS-10 (Redução das Desigualdades), ODS-11 (Comunidades e Cidades Sustentáveis), ODS 13 (ação climática) e ODS 17 (Aliança para atingir os objectivos) e as questões de gênero relativas ao ODS 7 (energia acessível e limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infra-estrutura), ODS 12 (Produção e Consumo Responsável), ODS 14 (vida submarina), ODS 15 (vida dos ecossistemas terrestres) e ODS 16 (Paz, Justiça e instituições sólidas); que não incorporam metas específicas de gênero, mas são fundamentais para o alcance da igualdade e o desenvolvimento sustentável. As candidaturas de propostas deverão ser encaminhadas até 20 de março de 2017.

Na região da América Latina e o Caribe, o FMS vai entregar três tipos de doações de acordo com a categorização das organizações de mulheres estabelecidas para este programa: grandes organizações, organizações de porte médio e organizações de base. São abordagens priorizadas: direitos humanos; desenvolvimento sustentável; feminismo; perspectiva de gênero e empoderamento das mulheres; e diversidade, multiculturalismo e intersetorialidade.

Público-alvo – Será dada especial atenção às propostas que monstrarem um forte compromisso de trabalhar com mulheres e jovens que enfrentarem discriminações múltiplas em posições de exclusão política, económica, social, cultural e territorial. Isso pode incluir, mas não limitado a: mulheres que vivem em situação de extrema pobreza; agricultores; indígena; Afro-descendentes; rurais; mulheres em áreas urbanas marginalizadas; migrantes; trabalhadoras dos setores precários (domésticas, costureiras, etc.); mulheres com deficiência; mulheres que vivem com HIV/AIDS e/ou outras doenças sexualmente transmissíveis; defensoras do meio ambiente; lésbicas, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LBTI); dirigentes sindicais; mulheres jovens; entre outras. O FMS incentiva iniciativas lideradas e/ou que integrarem a participação e agendas desses grupos.

Envio das propostas – As candidaturas só podem ser apresentadas em Espanhol ou Inglês. Note-se que as regras da chamada estão disponíveis em Francês e Português. No entanto, para efeitos de avaliação só propostas apresentadas em Espanhol ou Inglês serão aceitas. Depois de completar os documentos exigidos enviar por correio eletrônico para liderando@mujeresdelsur.org No “Assunto” do e-mail incluir o nome do programa: “Liderando desde o sul”, seguido do nome da organização candidata. Exemplo: Liderando desde o sul – Grupo La Revuelta. A organização receberá uma confirmação automática de recepção do e-mail.

Dia Internacional da Mulher: seleção de artigos da RBE – Revista Brasileira de Educação

Fonte: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

Neste dia 08 de março, a SAADE compartilha a iniciativa da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) que reuniu alguns artigos publicados pela Revista Brasileira de Educação entre os anos de 2000 e 2016. Segundo a ANPEd, “este é um dia importante para fortalecer a produção na área de educação feita por mulheres e a produção sobre temas que tangenciam o debate sobre mulher, gênero e educação”

Toda a matéria pode ser conferida no link: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

A RBE, publicação trimestral da ANPEd, circula no meio acadêmico desde 1995. Publica artigos inéditos que abordem temas associados à área da educação, resultantes prioritariamente de pesquisas.

Assim oferecemos uma lista de artigos científicos publicados na RBE, confira:

 Espaços educativos e produção das subjetividades gays, travestis e transexuais.

LONGARAY, DEISE AZEVEDO  e  RIBEIRO, PAULA REGINA COSTA. Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.62, pp.723-747. ISSN 1413-2478.

Memórias de uma professora ao recompor cenários do ensino público em Lomba Grande, Novo Hamburgo, RS (1931-1942).

SOUZA, JOSÉ EDIMAR DE  e  GRAZZIOTIN, LUCIANE SGARBI SANTOS.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.61, pp.383-407. ISSN 1413-2478.

 Discursos do profissionalismo docente paradoxos e alternativas conceptuais. 

FLORES, Maria Assunção.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.59, pp.851-869. ISSN 1413-2478.

 Para pensar o campo científico e educacional: mulheres, educação e letras no século XIX. 

SANTOS, Vívian Matias dos.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.58, pp.585-610. ISSN 1413-2478.

A escola e famílias de territórios metropolitanos de alta vulnerabilidade social: práticas educativas de mães “protagonistas”. 

CARVALHO-SILVA, Hamilton Harley de; BATISTA, Antônio Augusto Gomes  e  ALVES, Luciana. Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.56, pp.123-139. ISSN 1413-2478.

As temáticas gênero e sexualidades nas reuniões da ANPEd de 2000 a 2006. 

FERREIRA, Márcia Ondina Vieira; NUNES, Georgina Helena Lima  e  KLUMB, Márcia Cristiane Völz. Rev. Bras. Educ. [online]. 2013, vol.18, n.55, pp.899-920. ISSN 1413-2478.

Educação de mulheres-mães pobres para uma “infância melhor”.

KLEIN, Carin.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2012, vol.17, n.51, pp.647-660. ISSN 1413-2478.

Jovens produzindo identidades sexuais. 

EPSTEIN, Debbie  e  JOHNSON, Richard. Rev. Bras. Educ. [online]. 2009, vol.14, n.40, pp.83-92. ISSN 1413-2478.

Missionárias norte-americanas na educação brasileira: vestígios de sua passagem nas escolas de São Paulo no século XIX.

 ALMEIDA, Jane Soares de.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2007, vol.12, n.35, pp.327-342. ISSN 1413-2478.

Como as mães de uma creche domiciliar percebem o trabalho de tomar conta de crianças?

DELGADO, Ana Cristina Coll.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2005, n.28, pp.151-163. ISSN 1413-2478.

A creche comunitária na visão das professoras e famílias usuárias. 

CRUZ, Silvia Helena Vieira. Rev. Bras. Educ. [online]. 2001, n.16, pp.48-60. ISSN 1413-2478.

 A pedagogia da conquista do espaço público pelas mulheres e a militância feminista de Bertha Lutz.

SOIHET, Rachel. Rev. Bras. Educ. [online]. 2000, n.15, pp.97-117. ISSN 1413-2478.

NOTAS DE LEITURAS

História das Mulheres no Brasil.

Rev. Bras. Educ.  no.15 Rio de Janeiro set./dez. 2000

DEL PRIORE, Mary (org.) & BASSANEZI, Carla (coord. de textos). São Paulo: Contexto/Ed. UNESP, 1997, 678 p.

RESENHAS

Linguagem, gênero, sexualidade.

Rev. Bras. Educ. vol.15 no.45 Rio de Janeiro set./dez. 2010

OSTERMANN, Ana Cristina e FONTANA, Beatriz (Orgs.). Clássicos traduzidos. São Paulo: Parábola, 2010. 166 p.

Câmara tipifica crime de exposição de fotos íntimas na internet

(Fonte:http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/523506-CAMARA-TIPIFICA-CRIME-DE-EXPOSICAO-DE-FOTOS-INTIMAS-NA-INTERNET.html)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21), o Projeto de Lei 5555/13, do deputado João Arruda (PMDB-PR), que modifica a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) para tipificar nova forma de violência doméstica e familiar contra a mulher. A matéria será enviada ao Senado.

Segundo o texto aprovado – um substitutivo apresentado pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), elaborado em conjunto com a relatora anterior da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputada Tia Eron (PRB-BA), – essa nova forma de violência é a divulgação pela internet, ou em outro meio de propagação, de informações, imagens, dados, vídeos, áudios, montagens ou fotocomposições da mulher sem o seu expresso consentimento.

Esse material precisa ser obtido no âmbito das relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade.

Para o autor do projeto, a Câmara está ajudando a fazer justiça com as mulheres que são violentadas com a divulgação de imagens de sua intimidade. “Essa é uma agressão às vezes até maior que uma agressão física”, disse.

Atualmente, o Código Penal já tem uma tipificação (Lei Carolina Dieckmann) para o crime de invasão de dispositivo informático, com pena de reclusão de seis meses a 2 anos e aumento de um a dois terços quando houver a divulgação a terceiros do conteúdo obtido.

Exposição pública
O substitutivo aprovado cria o crime de exposição pública da intimidade sexual, conceituado como a ofensa à dignidade ou ao decoro de outrem, divulgando por meio de imagem, vídeo ou qualquer outro meio, material que contenha cena de nudez ou de ato sexual de caráter privado.

A pena será de reclusão de 3 meses a 1 ano, com aumento de um terço à metade se o crime for cometido por motivo torpe ou contra pessoa com deficiência.

Segundo Tia Eron, “quase 65% das mulheres se permitiram ser filmadas na sua intimidade e muitas tiveram essas imagens divulgadas”.

Já para a deputada Laura Carneiro, o projeto “é a redenção de mulheres e homens na internet e mostra como é fácil produzir uma legislação decente que ajuda as pessoas”.

Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) ofertará 100 vagas com 100% de desconto em cursos para mulheres de toda América Latina e Caribenha

O Clacso – Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales lançou a bolsa Marisa Letícia Lula da Silva, que ofertará 100 vagas com 100% de desconto em qualquer um dos quatro cursos de especialização que estão sendo oferecidos para mulheres de todas nacionalidades da América Latina e Caribenha. Os cursos são em Políticas Públicas e Justiça de Gênero; Políticas Públicas para a Igualdade na América Latina; Epistemologias do Sul; e Direitos Humanos e Estudos Críticos do Direito.
Mais informações em: http://www.clacso.org.ar/difusion/Becas_Marisa_Leticia_Lula_da_Silva/beca.htm

beca_port_01

beca_port_02certo

VI Colóquio Internacional sobre Homens e Masculinidades

(Fonte: http://www.masculinidades.org)

Estão abertas as inscrições para o VI Colóquio Internacional sobre Homens e Masculinidades que acontecerá em Recife, entre 2 e 5 de abril de 2017.

O VI Colóquio Internacional terá como tema “Masculinidades frente às dinâmicas de poder/resistência contemporâneas: pressupostos éticos, ideológicos e políticos das diversas vozes, práticas e intervenções no trabalho com homens e masculinidades”.

Com este tema, pretendemos promover o intercâmbio de experiências, estudos e pesquisas sobre masculinidades, dialogando sobre princípios e sobre efeitos éticos, estéticos e políticos da produção de práticas e de conhecimentos neste campo.

O objetivo desse evento é promover a visibilidade e troca de conhecimentos e práticas no campo das políticas públicas, ativismo político e produção acadêmica voltadas aos homens e/ou sobre masculinidades. Pretende-se, com isso, ampliar as discussões sobre homens e masculinidades, a partir do enfoque de gênero e/ou feminista, possibilitando a construção de conhecimentos e a proposição/revisão de políticas públicas mais equitativas.

Para mais informações acesse: http://www.masculinidades.org
Organização: Gema/PPGPsi-UFPE; Instituto PAPAI; Instituto Promundo; IFF/Fiocruz-RJ; Rede MenRengage

UFSCar debate a visibilidade de travestis e transexuais na Rádio UFSCar

Fonte: http://www2.ufscar.br/noticia?codigo=9341

No dia 29 de janeiro, é celebrado no Brasil o Dia da Visibilidade Trans, criado em 2004 justamente para promover essa visibilidade e lembrar a luta de pessoas transgêneras (travestis e transexuais) pelo respeito à identidade de gênero e aos direitos fundamentais que são cotidianamente negados a essa população. Inspirada pela data, a Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) da UFSCar promoveu debate na Rádio UFSCar que contou com a participação de Gustavo Nazareth, homem trans que é estudante no curso de Ciências Sociais da Universidade; Ângela Lopes, transativista, integrante do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais e Diretora de Políticas para a Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de São Carlos de 2013 a 2015; e Natália Cristina, estudante de Enfermagem na UFSCar e Presidente da Liga de Diversidade e suas Implicações na Saúde do curso. A entrevista foi realizada em uma parceria com a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) e contou também com a participação de Natália Rejane Salim, docente do Departamento de Enfermagem que está responsável pela área de Gênero e Diversidade na Saade, e de Djalma Ribeiro Junior, Secretário de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade.

Ângela Lopes iniciou a conversa contrapondo a visibilidade cotidiana das pessoas transgêneras à sua invisibilidade perante o poder público. “Existe a visibilidade diária, porque eu sou um corpo que afronta diariamente. Uma ida à padaria, ao supermercado, é a possibilidade de sofrer uma ofensa, um olhar de reprovação… Portanto, eu sou visível socialmente, existe essa visibilidade que é diária, e na mesma proporção eu sou invisível no que diz respeito às políticas públicas”, compartilhou Lopes com ouvintes da Rádio UFSCar. “Existe um conflito social e o poder público endossa esse conflito na medida da sua omissão. Há uma rejeição social que é endossada e perpetuada por essa omissão. Assim, falar de visibilidade e invisibilidade é falar desse paradoxo, do quanto eu sou visível e, na mesma proporção, invisível na questão das políticas públicas”, concluiu.

Gustavo Nazareth, ao refletir sobre visibilidade e invisibilidade na Universidade, lembrou da espera e de dificuldades para conseguir que seu nome social fosse usado em documentos de identificação estudantil, bem como da relevância da construção coletiva com a Saade. “[Nessa situação], você acaba falando ‘poxa, aqui não é o meu lugar’, e a vontade de sair é muito grande. É exatamente por isso que as meninas e os meninos trans saem das escolas e não estão dentro das universidades. Parece um pedacinho de papel bobo… Mas quando você está dentro da universidade e os seus direitos são garantidos, fica muito mais fácil de continuar, se formar, fazer um doutorado e conseguir mudar a realidade de tantas outras pessoas, de falar ‘isto é possível, eu estou aqui’, que a Instituição tem órgãos que vão te dar a mão e falar ‘olha, é esse o caminho que você tem de seguir'”, avaliou.

Também falando sobre o papel da Saade, o Secretário Djalma Ribeiro Junior destacou como ela surgiu como respostas às demandas presentes na Universidade e com o papel de garantir direitos, sempre na perspectiva participativa e dialógica. “A Universidade cada vez mais está se tornando um espaço em que a diversidade está presente, e é preciso olhar e cuidar para que a convivência com essa diversidade seja harmoniosa. No ano passado, avançamos muito ao conseguir construir a nossa Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, com a participação de toda a comunidade universitária e um grande destaque para os coletivos que militam em todas as áreas que a Saade trabalha. A gente tem agora uma política, aprovada pelo Conselho Universitário em outubro do ano passado, com uma série de diretrizes. O desafio é colocar essas diretrizes na prática e, se a gente construiu junto, vamos ter de colocar em prática junto”, afirmou, destacando o papel dos processos de formação na convivência com a diversidade e, assim, para a garantia de direitos.

Este olhar para os processos de formação foi justamente o que motivou a criação da Liga de Diversidade e suas Implicações na Saúde, como relatou a sua Presidente. “Apesar de a gente ter essa visibilidade, principalmente no momento em que uma pessoa trans, por exemplo, chega na unidade de Saúde e é visível, ao mesmo tempo ela é invisível para aquele sistema de Saúde. [A partir dessa reflexão], a gente identificou uma falha no nosso currículo, já que em geral essas questões de diversidade e gênero não são abordadas. Nós estamos formando profissionais de Saúde com essa fragilidade, e foi a partir disso [dessa identificação] que a gente começou as atividades”, contou Natália Cristina. Ao desafio da formação destacado pela estudante, a professora Natália Salim acrescentou o desafio da produção de conhecimento. “Temos um desafio acadêmico importante, que é o desenvolvimento de estudos, a realização de pesquisas, produzir cientificamente para levar para fora evidências e, também, as vozes dessas pessoas, para construir políticas, novas diretrizes, e para a gente mudar a realidade cada vez mais, com isto que a gente está fazendo aqui hoje, com este compartilhar”, registrou.

A íntegra da entrevista, com uma duração total de 34 minutos, pode ser conferida no site da Rádio UFSCar. Mais informações sobre a Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar e as atividades da Saade como um todo podem ser conferidas no Blog da Secretaria.

Mesa-redonda e debate: Violência contra a Mulher e Violência Obstétrica

Fonte: http://www2.ufscar.br/evento?codigo=1745
Evento será mediado por Natalia Salim, docente do DEnf da UFSCar, e terá a presença de Daniela Mara Gouvêa Bellini, mestranda em Educação na UFSCar e Promotora Legal Popular; Janaina Basilio, advogada e Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB São Carlos; e Nayara Girardi Baraldi, obstetriz, parteira urbana, coordenadora da Consultoria Arte no Nascer e doutoranda da Escola de Enfermagem da USP – Ribeirão Preto Inscrições no local
Local: Auditório do Departamento de Enfermagem
Horário: 12:30
Realização: Aciepe “Pós-parto e amamentação”; Grupo de Pesquisa e Estudo sobre Cuidado Interdisciplinar na Saúde da Mulher
Mais informações: Liga Interdisciplinar em Saúde da Mulher

Confira pesquisa inédita sobre violência sexual contra as mulheres no Brasil

Fonte: Agência Patrícia Galvão ( http://agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/noticias-violencia/confira-pesquisa-inedita-sobre-violencia-sexual-contra-as-mulheres-no-brasil/ )

Pesquisa capta contradições: enquanto culpabilização das vítimas segue presente, questionamentos ao machismo ganham força na percepção da população: 96% concordam que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a ter medo.

(Agência Patrícia Galvão, 12/12/2016) Acesse o estudo na íntegra neste link

76% das mulheres e 67% dos homens consideram que a impunidade é o principal motivo para que um homem cometa uma violência sexual contra uma mulher. É o que mostra a pesquisa inédita realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres e da Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha.

Confira repercussão na mídia sobre a Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”

39% das mulheres entrevistadas afirmaram que já foram pessoalmente submetidas a algum tipo de violência sexual. Fazendo uma projeção é possível estimar que 30 milhões de brasileiras já foram vítimas de violência sexual.

A naturalização da violência contra as mulheres também aparece na pesquisa: espontaneamente, apenas 11% das entrevistadas afirmaram já ter sofrido alguma forma de violência sexual, número que sobe a 39% quando são apresentadas a uma lista de situações que se configuram como agressões sexuais. Em relação aos homens, espontaneamente apenas 2% admitem ter cometido violência sexual, mas diante da lista de situações, 18% reconhecem terem praticado a violência.

Diferentes situação de violência sexual
Os entrevistados consideram como violência sexual as seguintes situações:
96%
Praticar algum ato sexual com um homem sob ameaça
94%
Ser encoxada ou ter seu corpo tocado sem a sua autorização
93%
Praticar algum ato sexual sem consciência
96%
Ser forçada a praticar algum ato sexual com um superior
96%
Ser forçada a fazer sexo sem vontade
92%
Ser beijada a força
Fonte: Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”

Espontaneamente, 37% afirmam conhecer alguma mulher que já foi vítima de violência sexual; mas diante de uma lista de situações, 55% declaram já ter presenciado ou ficado sabendo de algum caso.
Para 94% das mulheres e 91% dos homens, é considerada violência sexual uma mulher ter fotos ou vídeos íntimos divulgados sem sua autorização.

No ambiente de segurança pública o que acontece com o homem que comete violência sexual e com a vítima que denuncia a violência?

Quando questionados sobre o que acham que acontece com um homem que comete violência sexual, 52% consideram que não acontece nada, enquanto 29% acreditam que o agressor é preso.

Segurança Pública

A pesquisa perguntou também o que costuma acontecer com uma mulher que denuncia que sofreu violência sexual:

73%
Acreditam que as mulheres são julgadas pelas pessoas
28%
Afirmam que a mulher que denuncia é considerada culpada
54%
Consideram que as mulheres não são levadas a sério
77%
Pensam que as vítimas não costumam denunciar o agressor
Fonte: Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”
O estudo revela que, para 59% dos entrevistados, as vítimas de violência sexual que denunciam não recebem o apoio de que precisam e que 54% acreditam que as vítimas não contam com o apoio do Estado para denunciar o agressor.

74% afirmam que nenhum delegado deveria perguntar para uma mulher vítima de estupro como ela estava vestida e 54% acreditam que procurar uma justificativa para o estupro no comportamento da vitima significa culpar a mulher. Nove de dez entrevistados (90%) consideram que quem presencia ou fica sabendo de um estupro e fica calado também é culpado.

No âmbito das políticas públicas, 96% dos entrevistados são favoráveis a que o governo disponibilize a pílula do dia seguinte para mulheres vítimas de violência sexual e 75% declaram que são a favor de que as mulheres tenham direito a aborto legal em caso de gravidez decorrente de um estupro.

Já no caso das relações consentidas, 78% das mulheres e 74% dos homens consideram violência sexual ter relação sem preservativo porque o parceiro não aceita.

Sobre causas e fatores da violência sexual

Ao abordar as percepções da população sobre as causas e fatores da violência sexual, a pesquisa revela que 69% das brasileiras associam a violência sexual ao machismo, enquanto que para 42% dos homens a violência sexual acontece porque a mulher provoca.

Quando perguntados sobre os motivos pelos quais um homem comete violência sexual contra uma mulher, brasileiros e brasileiras concordam com frases que ‘justificam’ a violência: para 67% o homem comete violência sexual porque ‘não consegue controlar seus impulsos; para 58%, porque bebe ou usa droga; e para 32% porque tem problema mental.

Sobre estupro

Na percepção da população sobre o estupro chama atenção que 49% avaliam que a maior parte dos estupros acontece dentro de casa e 64% concordam que o estuprador muitas vezes é um colega de escola ou de trabalho.

O estudo revela que 97% das mulheres e homens consideram que sexo sem consentimento sempre é estupro. O mesmo percentual (97%) concorda que ‘sóbria, chapada, vestida ou pelada, nenhuma mulher merece ser estuprada’.

A pesquisa mostra que 89% dos entrevistados afirmam que estar bêbado não é justificativa para um homem abusar de uma mulher.

Para 74%, a mídia reforça comportamentos desrespeitosos com as mulheres; e 96% concordam que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a ter medo.

A pesquisa

A pesquisa “Violência Sexual – Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil” ouviu 1.000 pessoas de ambos os sexos, com 18 anos ou mais, em 70 municípios das cinco regiões, entre os dias 6 e 19 de julho de 2016.

O estudo na íntegra está disponível neste link.