Pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números – e-Book

Fonte: http://www.geledes.org.br/pesquisa-mulheres-negras-e-violencia-domestica-decodificando-os-numeros-e-book/#gs.v9Nwf5Y

Geledés apresenta a pesquisa Mulheres Negras e Violência Doméstica: decodificando os números, realizada com apoio do edital Fundo Fale Sem Medo 2016, uma iniciativa do Instituto Avon e ELAS Fundo de Investimento Social. É uma produção que se une às reivindicações das mulheres negras por políticas públicas que revertam sua primazia nos dados estatísticos sobre homicídio de mulheres.

por Geledés Instituto da Mulher Negra

Os relatos de mulheres negras e não negras que utilizam Centros de Defesa e de Convivência da Mulher – CDCMs revelaram as dinâmicas já demonstradas em outros estudos sobre a violência doméstica: machismo, violências física e sexual; conflitos intrafamiliares, questões socioeconômicas, disputas patrimoniais etc. Porém contribuiu para desnudar as dinâmicas diferenciadas da violência psicológica, onde a cor da pele é um importante instrumento simbólico utilizado para a submissão, humilhação, desumanização e preservação do controle e do poder sobre os corpos e mentes de mulheres negras. Suas contribuições também salientaram as diversas restrições para o acesso e a utilização dos equipamentos voltados para o enfrentamento da violência contra a mulher.

A pesquisa também ouviu as profissionais que atendem nos CRMs e CDCMs, que trouxeram os desafios para a plena execução da rede de enfrentamento à violência contra a mulher; as violações aos direitos das mulheres muitas vezes realizadas pelos serviços de segurança pública e o judiciário; as especificidades dos territórios em que os equipamentos estão localizados e o estrangulamento da política pública; além da urgência de uma efetiva articulação entre os serviços públicos.

e-BOOK-MULHERES NEGRAS e VIOLÊNCIA DOMÉSTICA decodifancando os números – PDF

Dia Internacional da Mulher: seleção de artigos da RBE – Revista Brasileira de Educação

Fonte: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

Neste dia 08 de março, a SAADE compartilha a iniciativa da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) que reuniu alguns artigos publicados pela Revista Brasileira de Educação entre os anos de 2000 e 2016. Segundo a ANPEd, “este é um dia importante para fortalecer a produção na área de educação feita por mulheres e a produção sobre temas que tangenciam o debate sobre mulher, gênero e educação”

Toda a matéria pode ser conferida no link: http://www.anped.org.br/news/dia-internacional-da-mulher-selecao-de-artigos-da-rbe

A RBE, publicação trimestral da ANPEd, circula no meio acadêmico desde 1995. Publica artigos inéditos que abordem temas associados à área da educação, resultantes prioritariamente de pesquisas.

Assim oferecemos uma lista de artigos científicos publicados na RBE, confira:

 Espaços educativos e produção das subjetividades gays, travestis e transexuais.

LONGARAY, DEISE AZEVEDO  e  RIBEIRO, PAULA REGINA COSTA. Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.62, pp.723-747. ISSN 1413-2478.

Memórias de uma professora ao recompor cenários do ensino público em Lomba Grande, Novo Hamburgo, RS (1931-1942).

SOUZA, JOSÉ EDIMAR DE  e  GRAZZIOTIN, LUCIANE SGARBI SANTOS.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2015, vol.20, n.61, pp.383-407. ISSN 1413-2478.

 Discursos do profissionalismo docente paradoxos e alternativas conceptuais. 

FLORES, Maria Assunção.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.59, pp.851-869. ISSN 1413-2478.

 Para pensar o campo científico e educacional: mulheres, educação e letras no século XIX. 

SANTOS, Vívian Matias dos.Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.58, pp.585-610. ISSN 1413-2478.

A escola e famílias de territórios metropolitanos de alta vulnerabilidade social: práticas educativas de mães “protagonistas”. 

CARVALHO-SILVA, Hamilton Harley de; BATISTA, Antônio Augusto Gomes  e  ALVES, Luciana. Rev. Bras. Educ. [online]. 2014, vol.19, n.56, pp.123-139. ISSN 1413-2478.

As temáticas gênero e sexualidades nas reuniões da ANPEd de 2000 a 2006. 

FERREIRA, Márcia Ondina Vieira; NUNES, Georgina Helena Lima  e  KLUMB, Márcia Cristiane Völz. Rev. Bras. Educ. [online]. 2013, vol.18, n.55, pp.899-920. ISSN 1413-2478.

Educação de mulheres-mães pobres para uma “infância melhor”.

KLEIN, Carin.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2012, vol.17, n.51, pp.647-660. ISSN 1413-2478.

Jovens produzindo identidades sexuais. 

EPSTEIN, Debbie  e  JOHNSON, Richard. Rev. Bras. Educ. [online]. 2009, vol.14, n.40, pp.83-92. ISSN 1413-2478.

Missionárias norte-americanas na educação brasileira: vestígios de sua passagem nas escolas de São Paulo no século XIX.

 ALMEIDA, Jane Soares de.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2007, vol.12, n.35, pp.327-342. ISSN 1413-2478.

Como as mães de uma creche domiciliar percebem o trabalho de tomar conta de crianças?

DELGADO, Ana Cristina Coll.  Rev. Bras. Educ. [online]. 2005, n.28, pp.151-163. ISSN 1413-2478.

A creche comunitária na visão das professoras e famílias usuárias. 

CRUZ, Silvia Helena Vieira. Rev. Bras. Educ. [online]. 2001, n.16, pp.48-60. ISSN 1413-2478.

 A pedagogia da conquista do espaço público pelas mulheres e a militância feminista de Bertha Lutz.

SOIHET, Rachel. Rev. Bras. Educ. [online]. 2000, n.15, pp.97-117. ISSN 1413-2478.

NOTAS DE LEITURAS

História das Mulheres no Brasil.

Rev. Bras. Educ.  no.15 Rio de Janeiro set./dez. 2000

DEL PRIORE, Mary (org.) & BASSANEZI, Carla (coord. de textos). São Paulo: Contexto/Ed. UNESP, 1997, 678 p.

RESENHAS

Linguagem, gênero, sexualidade.

Rev. Bras. Educ. vol.15 no.45 Rio de Janeiro set./dez. 2010

OSTERMANN, Ana Cristina e FONTANA, Beatriz (Orgs.). Clássicos traduzidos. São Paulo: Parábola, 2010. 166 p.

Câmara tipifica crime de exposição de fotos íntimas na internet

(Fonte:http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/523506-CAMARA-TIPIFICA-CRIME-DE-EXPOSICAO-DE-FOTOS-INTIMAS-NA-INTERNET.html)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21), o Projeto de Lei 5555/13, do deputado João Arruda (PMDB-PR), que modifica a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) para tipificar nova forma de violência doméstica e familiar contra a mulher. A matéria será enviada ao Senado.

Segundo o texto aprovado – um substitutivo apresentado pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), elaborado em conjunto com a relatora anterior da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputada Tia Eron (PRB-BA), – essa nova forma de violência é a divulgação pela internet, ou em outro meio de propagação, de informações, imagens, dados, vídeos, áudios, montagens ou fotocomposições da mulher sem o seu expresso consentimento.

Esse material precisa ser obtido no âmbito das relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade.

Para o autor do projeto, a Câmara está ajudando a fazer justiça com as mulheres que são violentadas com a divulgação de imagens de sua intimidade. “Essa é uma agressão às vezes até maior que uma agressão física”, disse.

Atualmente, o Código Penal já tem uma tipificação (Lei Carolina Dieckmann) para o crime de invasão de dispositivo informático, com pena de reclusão de seis meses a 2 anos e aumento de um a dois terços quando houver a divulgação a terceiros do conteúdo obtido.

Exposição pública
O substitutivo aprovado cria o crime de exposição pública da intimidade sexual, conceituado como a ofensa à dignidade ou ao decoro de outrem, divulgando por meio de imagem, vídeo ou qualquer outro meio, material que contenha cena de nudez ou de ato sexual de caráter privado.

A pena será de reclusão de 3 meses a 1 ano, com aumento de um terço à metade se o crime for cometido por motivo torpe ou contra pessoa com deficiência.

Segundo Tia Eron, “quase 65% das mulheres se permitiram ser filmadas na sua intimidade e muitas tiveram essas imagens divulgadas”.

Já para a deputada Laura Carneiro, o projeto “é a redenção de mulheres e homens na internet e mostra como é fácil produzir uma legislação decente que ajuda as pessoas”.

Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) ofertará 100 vagas com 100% de desconto em cursos para mulheres de toda América Latina e Caribenha

O Clacso – Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales lançou a bolsa Marisa Letícia Lula da Silva, que ofertará 100 vagas com 100% de desconto em qualquer um dos quatro cursos de especialização que estão sendo oferecidos para mulheres de todas nacionalidades da América Latina e Caribenha. Os cursos são em Políticas Públicas e Justiça de Gênero; Políticas Públicas para a Igualdade na América Latina; Epistemologias do Sul; e Direitos Humanos e Estudos Críticos do Direito.
Mais informações em: http://www.clacso.org.ar/difusion/Becas_Marisa_Leticia_Lula_da_Silva/beca.htm

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Mesa-redonda e debate: Violência contra a Mulher e Violência Obstétrica

Fonte: http://www2.ufscar.br/evento?codigo=1745
Evento será mediado por Natalia Salim, docente do DEnf da UFSCar, e terá a presença de Daniela Mara Gouvêa Bellini, mestranda em Educação na UFSCar e Promotora Legal Popular; Janaina Basilio, advogada e Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB São Carlos; e Nayara Girardi Baraldi, obstetriz, parteira urbana, coordenadora da Consultoria Arte no Nascer e doutoranda da Escola de Enfermagem da USP – Ribeirão Preto Inscrições no local
Local: Auditório do Departamento de Enfermagem
Horário: 12:30
Realização: Aciepe “Pós-parto e amamentação”; Grupo de Pesquisa e Estudo sobre Cuidado Interdisciplinar na Saúde da Mulher
Mais informações: Liga Interdisciplinar em Saúde da Mulher

Confira pesquisa inédita sobre violência sexual contra as mulheres no Brasil

Fonte: Agência Patrícia Galvão ( http://agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/noticias-violencia/confira-pesquisa-inedita-sobre-violencia-sexual-contra-as-mulheres-no-brasil/ )

Pesquisa capta contradições: enquanto culpabilização das vítimas segue presente, questionamentos ao machismo ganham força na percepção da população: 96% concordam que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a ter medo.

(Agência Patrícia Galvão, 12/12/2016) Acesse o estudo na íntegra neste link

76% das mulheres e 67% dos homens consideram que a impunidade é o principal motivo para que um homem cometa uma violência sexual contra uma mulher. É o que mostra a pesquisa inédita realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres e da Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha.

Confira repercussão na mídia sobre a Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”

39% das mulheres entrevistadas afirmaram que já foram pessoalmente submetidas a algum tipo de violência sexual. Fazendo uma projeção é possível estimar que 30 milhões de brasileiras já foram vítimas de violência sexual.

A naturalização da violência contra as mulheres também aparece na pesquisa: espontaneamente, apenas 11% das entrevistadas afirmaram já ter sofrido alguma forma de violência sexual, número que sobe a 39% quando são apresentadas a uma lista de situações que se configuram como agressões sexuais. Em relação aos homens, espontaneamente apenas 2% admitem ter cometido violência sexual, mas diante da lista de situações, 18% reconhecem terem praticado a violência.

Diferentes situação de violência sexual
Os entrevistados consideram como violência sexual as seguintes situações:
96%
Praticar algum ato sexual com um homem sob ameaça
94%
Ser encoxada ou ter seu corpo tocado sem a sua autorização
93%
Praticar algum ato sexual sem consciência
96%
Ser forçada a praticar algum ato sexual com um superior
96%
Ser forçada a fazer sexo sem vontade
92%
Ser beijada a força
Fonte: Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”

Espontaneamente, 37% afirmam conhecer alguma mulher que já foi vítima de violência sexual; mas diante de uma lista de situações, 55% declaram já ter presenciado ou ficado sabendo de algum caso.
Para 94% das mulheres e 91% dos homens, é considerada violência sexual uma mulher ter fotos ou vídeos íntimos divulgados sem sua autorização.

No ambiente de segurança pública o que acontece com o homem que comete violência sexual e com a vítima que denuncia a violência?

Quando questionados sobre o que acham que acontece com um homem que comete violência sexual, 52% consideram que não acontece nada, enquanto 29% acreditam que o agressor é preso.

Segurança Pública

A pesquisa perguntou também o que costuma acontecer com uma mulher que denuncia que sofreu violência sexual:

73%
Acreditam que as mulheres são julgadas pelas pessoas
28%
Afirmam que a mulher que denuncia é considerada culpada
54%
Consideram que as mulheres não são levadas a sério
77%
Pensam que as vítimas não costumam denunciar o agressor
Fonte: Pesquisa Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva “Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil”
O estudo revela que, para 59% dos entrevistados, as vítimas de violência sexual que denunciam não recebem o apoio de que precisam e que 54% acreditam que as vítimas não contam com o apoio do Estado para denunciar o agressor.

74% afirmam que nenhum delegado deveria perguntar para uma mulher vítima de estupro como ela estava vestida e 54% acreditam que procurar uma justificativa para o estupro no comportamento da vitima significa culpar a mulher. Nove de dez entrevistados (90%) consideram que quem presencia ou fica sabendo de um estupro e fica calado também é culpado.

No âmbito das políticas públicas, 96% dos entrevistados são favoráveis a que o governo disponibilize a pílula do dia seguinte para mulheres vítimas de violência sexual e 75% declaram que são a favor de que as mulheres tenham direito a aborto legal em caso de gravidez decorrente de um estupro.

Já no caso das relações consentidas, 78% das mulheres e 74% dos homens consideram violência sexual ter relação sem preservativo porque o parceiro não aceita.

Sobre causas e fatores da violência sexual

Ao abordar as percepções da população sobre as causas e fatores da violência sexual, a pesquisa revela que 69% das brasileiras associam a violência sexual ao machismo, enquanto que para 42% dos homens a violência sexual acontece porque a mulher provoca.

Quando perguntados sobre os motivos pelos quais um homem comete violência sexual contra uma mulher, brasileiros e brasileiras concordam com frases que ‘justificam’ a violência: para 67% o homem comete violência sexual porque ‘não consegue controlar seus impulsos; para 58%, porque bebe ou usa droga; e para 32% porque tem problema mental.

Sobre estupro

Na percepção da população sobre o estupro chama atenção que 49% avaliam que a maior parte dos estupros acontece dentro de casa e 64% concordam que o estuprador muitas vezes é um colega de escola ou de trabalho.

O estudo revela que 97% das mulheres e homens consideram que sexo sem consentimento sempre é estupro. O mesmo percentual (97%) concorda que ‘sóbria, chapada, vestida ou pelada, nenhuma mulher merece ser estuprada’.

A pesquisa mostra que 89% dos entrevistados afirmam que estar bêbado não é justificativa para um homem abusar de uma mulher.

Para 74%, a mídia reforça comportamentos desrespeitosos com as mulheres; e 96% concordam que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a ter medo.

A pesquisa

A pesquisa “Violência Sexual – Percepções e comportamentos sobre violência sexual no Brasil” ouviu 1.000 pessoas de ambos os sexos, com 18 anos ou mais, em 70 municípios das cinco regiões, entre os dias 6 e 19 de julho de 2016.

O estudo na íntegra está disponível neste link.