CURSO DE EXTENSÃO: DIÁLOGOS NA UNIVERSIDADE SOBRE A FORMAÇÃO EDUCACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

No período de 22 de setembro a 08 de dezembro de 2016, foi realizado na UFSCar,campus Sorocaba, o Curso “Diálogos na universidade sobre a formação educacional da pessoa com deficiência”, aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão.

Coordenado pela Comissão de Assessora de Acessibilidade, campus Sorocaba, o curso teve como objetivos:

– Oferecer vivências entre as pessoas com deficiência e professores e alunos da universidade;
– Possibilitar a troca de experiências na área educação e formação humana;
– Refletir sobre as condições educacionais da pessoa com deficiência.

O público-alvo foi adultos com deficiência; professores e profissionais da educação básica e graduandos da UFSCar.

A equipe envolvida na execução desse projeto é composta por servidores docentes e técnicos-administrativos e por alunos de graduação e pós-graduação do campus Sorocaba, que também são assessores da Comissão Assessora de Acessibilidade, ligada à Coordenadoria de Inclusão e Direitos Humanos, da SAADE. A seguir, os assessores:

  • Ana Paula Gonçalves – Departamento de Ensino de Graduação de Sorocaba – Seção de Apoio Acadêmico (SeAA-So)
  • André Pereira da Silva – Biblioteca Campus Sorocaba (B-So)
  • Claudia Regina Vieira – Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE)
  • Cleyton Fernandes Ferrarini – Departamento de Engenharia de Produção de Sorocaba (DEP-So)
  • Izabella Mendes Sant’Ana Santos – Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE)
  • João Henrique Silva – Doutorando Programa de Pós-Graduação em Educação Especial
  • Katia Regina Moreno Caiado – Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE)
  • Maria Aparecida de Lourdes Mariano – Biblioteca Campus Sorocaba (B-So)
  • Mércia Mathias Santana – Graduanda do Curso de Pedagogia
  • Miguel Angel Aires Borrás – Departamento de Engenharia de Produção de Sorocaba (DEP-So)
  • Milena Polsinelli Rubi – Biblioteca Campus Sorocaba (B-So)
  • Rosani Loures Vicentino –Departamento de Assuntos Comunitários e Estudantis de Sorocaba – Seção de Assistência Social, Saúde e Esportes (SeASSE-So)
  • Suelen Cristiane Rodrigues – Prefeitura Universitária de Sorocaba – Divisão de Desenvolvimento Físico e Obras (DiDFO-So)
  • Teresa Cristina Leança Soares Alves – Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE)
  • Vinícius Rodrigues Costa – Graduando do Curso de Ciências Biológicas (Licenciatura)

O curso foi divido em onze módulos, em que cada assessor se responsabilizou pelo conteúdo daquele dia.

Os conteúdos abordaram temas como: cinema e deficiência; movimentos sociais; trajetórias de vida; acessibilidade no campus, os coletivos e o cursinho do campus e visita aos laboratórios de Engenharia de Produção, Pedagogia e Geografia e à Biblioteca.

No total, foram inscritas 25 pessoas, sendo:

– 11 adultos com deficiência;

– 9 professores e profissionais da educação básica;

– 5 graduandos do curso de Engenharia de Produção e Pedagogia da UFSCar.

Ao final dos encontros, no dia 08/12, foram realizadas as seguintes atividades:

– jantar no Restaurante Universitária (local que também foi alvo de avaliação pelos participantes do curso);

– plantio de árvore Manacá da Serra simbolizando o término dessa atividade;

– apresentação da Orquestra Experimental do Campus Sorocaba;

– avaliação do curso pelos participantes que foi devidamente registrada.

Nessa avaliação, os pontos positivos foram:

– a possibilidade de participação da comunidade na universidade;

– a convivência e a aprendizagem com a diversidade;

– o esforço da comunidade universitária no atendimento às diferentes necessidades, de acordo com a deficiência;

– a visita aos laboratórios de Geografia e de Engenharia de Produção e à Biblioteca;

– a rota/os caminhos da universidade pela percepção do deficiente;

– novas edições e novos cursos.

Os pontos negativos:

– duração do curso (sugeriram o aumento da carga horária/ dias de encontro);

– o despreparo da universidade na recepção e permanência de pessoas com deficiência.

Cabe ressaltar que o plantio da árvore representa a valorização da vida e o reconhecimento dos direitos da pessoa com deficiência, dentre eles, o direito à educação. Simboliza a inauguração de uma nova etapa de crescimento tanto dos cursistas como das pessoas envolvidas no projeto.

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Inscrições abertas para o Processo Seletivo do Cursinho Pré-Vestibular da UFSCar 2017

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para 2017 do Cursinho Pré-Vestibular da UFSCar. O cursinho foi criado, como parte de um Programa de Democratização do Acesso à UFSCar, pela administração central da UFSCar, juntamente com a inciativa de um grupo de estudantes da universidade, no ano de 1998. O projeto tem como público-alvo aquelas pessoas que apresentam maior dificuldade de acesso às universidades públicas, em função de condições socioeconômicas que impossibilitem o pagamento de um cursinho particular, tendo prioridade aquelas pessoas que apresentam maior potencial de serem alvo de discriminação social ou econômica.

CANDIDATOS COM DEFICIÊNCIA

Candidato que necessite de condições especiais para realização da prova, além de se inscrever pela internet, ou no Núcleo, deverá declarar a sua necessidade via e-mail, facebook ou telefone, descrevendo com precisão o tipo e o grau da deficiência, bem como as condições necessárias para a realização da prova. Havendo necessidade de provas em tamanho ampliado, a/o candidata/o deverá indicar o grau de ampliação. A ausência dessas informações implica aceitação pela/o candidata/o de realizar a prova em condições idênticas às dos demais candidatos.

As inscrições ocorrem do dia 01 de Novembro até o dia 10 de Janeiro de 2017. Para mais detalhes, Acesse Manual do Candidato ou entre no site https://cursinho.faiufscar.com/

UFSCar recebe 7ª Edição do Congresso Brasileiro de Educação Especial

Entre os dias 1° e 4 de novembro, acontece na UFSCar a 7ª edição do Congresso Brasileiro de Educação Especial (CBEE). O evento, marcado pela temática da Educação Especial, pretende estimular a produção científica, divulgar o conhecimento produzido na área, promover o intercâmbio entre pesquisadores, profissionais, pessoas com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação e seus familiares. Além disso, o Congresso, que é realizado pela Associação Brasileira de Educação Especial(ABPEE) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar, atende à demanda por novas práticas que surgem da política educacional de inclusão escolar adotada no País e acontece junto ao X Encontro Nacional de Pesquisadores da Educação Especial (ENPEE). Ao longo dos dias, o encontro internacional promove mesas, simpósios, minicursos, atividades culturais, rodas de conversas e lançamentos de livros. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento.

Mais informações, como programação completa, horários, locais e prazos também podem ser encontradas em http://2016.cbee-ufscar.com.br. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail VIICBEE.secretaria@gmail.com.

Servidor público responsável por pessoa com deficiência poderá ter garantido em lei o direito a jornada de trabalho reduzida

Está para ser sancionado pelo presidente da República o Projeto de  Lei que garante que o servidor público federal que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência poderá ter garantido em lei o direito a jornada de trabalho reduzida. A legislação vigente assegura horário especial, sem a necessidade de compensação, apenas para o servidor com deficiência, que com o projeto passa a se estender aos servidor público federal que é responsável pela pessoa com deficiência.

Assim, com a mudança da lei será permitido ao servidor ter um horário especial, em função das demandas da pessoa com deficiência sob sua responsabilidade, sem a necessidade de compensação em horário livre do servidor. Fernando Cotta, presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, destaca a importância do projeto, pois com a escassez de locais de atendimento especializados para crianças com deficiência, os pais acabam tendo grandes obstáculos para garantir um bom acompanhamento dos filhos e a o avanço no desenvolvimento da criança.

O projeto, de autoria do senador Romário (PSB-RJ), ainda recebeu emenda aprovada do senador Paulo Paim (PT-RS), que estendeu o direito aos servidores federais responsáveis por pessoas com qualquer tipo de deficiência e adequou o texto aos termos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ações Afirmativas no PPGE UFSCar

No dia 17 de outubro o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFSCar) e o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) realizaram a mesa “Ações Afirmativas no PPGE UFSCar”. O encontro contou com a participação de Mario Medeiros do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp e Cristino Wapichana do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas (NEARIN). Os convidados apontaram os desafios para a implementação de cotas raciais para negros, indígenas e pessoas com deficiência na pós-graduação, destacando que tal medida é fundamental para a consolidação da excelência acadêmica. Cabe salientar que tal discussão abre uma série de debates que subsidiarão a construção de Políticas de Ação Afirmativa no Programa de Pós-Graduação em Educação-PPGE da UFSCar, campus São Carlos, a partir de 2017 aprovada por unanimidade na última reunião do Colegiado.

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Consulta Pública para a construção da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar

A Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciou suas atividades em fevereiro de 2016 com o desafio de construir uma Política Institucional de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade junto à UFSCar.

Para a construção desta Política, dois princípios foram importantes de partida: o primeiro foi o reconhecimento das ações que a UFSCar, historicamente, vem realizando no âmbito das Ações Afirmativas e, o segundo, relacionado à posição metodológica, primando que todo o processo de construção desta política seja pautado por procedimentos que busquem o diálogo e a participação da maior diversidade de pessoas possível. Foram várias etapas participativas. Para saber mais desta 29construção clique aqui.

Esta consulta pública faz parte deste processo. Ela ficará disponível até dia 7 de setembro de 2016.

Agradecemos a participação. Qualquer dúvida, contate a SAADE pelo e-mail saade@ufscar.br ou pelo tel. (16) 3351-9771

 

Como participar da Consulta:

Durante as etapas anteriores do processo de construção da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar, foram destacadas algumas diretrizes que foram organizadas em 4 blocos. Você pode colaborar em quantos quiser, apontando na diretriz pela sua manutenção, modificação ou exclusão. Ao final de cada bloco há opção de sugerir novas diretrizes.

Para acessar cada bloco de diretrizes, clique no respectivo link abaixo:

  1. DIRETRIZES GERAIS – PROMOÇÃO DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E EQUIDADE PARA A UFSCar

2. DIRETRIZES ESPECÍFICAS – PROMOÇÃO DE AÇÕES E REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (GERAIS E INSTITUCIONAIS), COMO FORMA DE COMBATE AO PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO

3. DIRETRIZES ESPECÍFICAS – PROMOÇÃO DE AÇÕES E REFLEXÕES QUE VISEM GARANTIR A INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE (ATITUDINAL, ARQUITETÔNICA, METODOLÓGICA, PROGRAMÁTICA, INSTRUMENTAL, DE MOBILIDADE, COMUNICACIONAL E DIGITAL) DE SERVIDORES, ESTUDANTES E DA COMUNIDADE EM GERAL

4. DIRETRIZES ESPECÍFICAS – PROMOÇÃO DE AÇÕES E REFLEXÕES RELATIVAS ÀS RELAÇÕES DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL NA SOCIEDADE, DE MODO GERAL, E NA INSTITUIÇÃO, DE MODO ESPECÍFICO, ATUANDO NO COMBATE À VIOLÊNCIA DE GÊNERO, HOMOFOBIA, TRANSFOBIA, LESBOFOBIA

 

Ações Afirmativas nos Programas de Pós-Graduação: experiências, a nova portaria do MEC e seus desdobramentos

Em reportagem, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação traz à tona as discussões sobre Ações Afirmativas na Pós-Graduação, a partir da experiência de algumas universidades federais, do Seminário Política de Ações Afirmativas para Pós-graduação organizado pela  Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da Universidade Federal Fluminense (Proppi/UFF) e através dos trabalhos em andamento sobre a Portaria Normativa n°13 do MEC, que dispõe sobre a indução de Políticas de Ações Afirmativas voltadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência na Pós-graduação.

“Com o tempo vamos compreendendo que as Ações Afirmativas na Pós-graduação ajudam a superar divisões históricas, a construir outros caminhos entre as linhas abissais do pensamento – que separam pessoas em “desse lado da linha” e “do outro lado da linha” – e revelar que é possível que os diversos estejam juntos e produzam conhecimentos recíprocos”
– Nilma Lino Gomes, ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos.

Leia a reportagem na íntegra aqui.

Faculdade de Educação da UNICAMP aprova cotas para pós-graduação

No dia 29 de junho de 2016, em Congregação histórica da Faculdade de Educação da UNICAMP, foi aprovada a admissão de cotas para a Pós-graduação para negros, indígenas e para pessoas com deficiência.

Saade: Seminários discutem Diversidade e Gênero para subsidiar Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar

Fonte: http://www.blogdareitoria.ufscar.br/?p=4162

Na última semana, a Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade) da UFSCar realizou nos campi São Carlos e Sorocaba três edições do seminário temático de Diversidade e Gênero, que integraram o processo de construção participativa e dialógica da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade.

No Campus São Carlos, o evento foi realizado no dia 14, no formato de uma roda de conversa sobre “Prevenção e enfrentamento à violência aos gêneros e às sexualidades” conduzida por Erika Santos, integrante da comissão aberta de construção da Política. Santos iniciou as falas com um depoimento no qual destacou o alto número de assassinatos de pessoas transexuais, citando estatísticas que apontam o Brasil como país com o maior número de assassinatos de pessoas trans. Os dados apontam também que 90% das mulheres trans se prostituem como única alternativa de sobrevivência, em meio a uma sociedade que as expulsa dos demais espaços. “As pessoas em geral não veem as pessoas trans, e não sabem lidar com elas. A mulher trans é vista como um ‘homem gay super afeminado’, e o homem trans como uma ‘mulher lésbica super masculinizada’, nos parâmetros em que se impõe o que é ser feminino e o que é ser masculino. Com quantas pessoas trans ou travestis vocês se deparam no dia a dia? Onde estão essas pessoas se elas existem?”, questionou.

Este contexto de invisibilidade, que impede a busca por amparo, agrava-se com as expulsões das famílias das pessoas trans, que, como destacou a ativista, são colocadas para fora de casa ainda na adolescência. “Quando as pessoas trans, com muito sacrifício, ingressam em espaços como a Universidade, elas se deparam com o ódio. Junto com elas entra toda a transfobia, a violência, a humilhação e a segregação. A sociedade aprendeu que ser mulher é ter vagina, que ser homem é ter pênis, que tudo que é diferente disso deve ser enojado, deve ser rechaçado. Não temos direito nem mesmo a ter um nome”, reforçou, apontando as dificuldades para a troca legal de nome, bem como para o uso de nome social.

A partir das colocações iniciais, as pessoas presentes debateram sobre maneiras de enfrentar as questões que expulsam indivíduos trans da sociedade e sobre violências contra a mulher. Refletiu-se sobre a importância de promover educação de gênero na Educação Infantil. Outro tema abordado foi o atendimento de Saúde, que envolve dificuldades específicas para a população trans. O público, composto também por profissionais da área da Saúde, destacou a falta de preparação profissional, e o desconhecimento das questões de diversidade de gênero, que impede o acolhimento adequado dessa população. Neste sentido, evidenciou-se a necessidade de incluir a diversidade de gênero nos currículos dos cursos de graduação, observando-se que a população trans, como quaisquer outras pessoas, utilizam os equipamentos de Saúde e precisam ter seus direitos assegurados. Foi ressaltada também a exclusão de mulheres trans das políticas de atenção à mulher, que, por sua vez, também são insatisfatórias, e correm constantes riscos de retrocesso com mudanças de gestão. O vídeo com a íntegra do encontro está disponível no Blog da Saade.

Sorocaba

Em Sorocaba, foram realizados dois encontros no dia 15, com a presença de Emanuela Barros, advogada e militante feminista; Alice Vilas Boas, ativista trans; Flávia Biggs, socióloga e também militante feminista, além de Viviane Melo de Mendonça e Rosana Batista Monteiro, coordenadoras de Diversidade e Gênero e de Relações Étnico-Raciais da Saade, e de representantes das Promotoras Legais Populares e do Coletivo Mandala.
A partir de um panorama da condição da mulher na sociedade brasileira, Barros afirmou que, para a construção da política de igualdade da UFSCar, é fundamental considerar a realidade das mulheres e de LGBTTs dentro dos campi, que, invariavelmente, refletem em suas estruturas e relações a violência de gênero presente na sociedade. “Vivemos imersos em uma cultura patriarcal construída ao longo dos séculos e que naturalizou relações de poder que incitam a violência contra a mulher. A nossa cultura estabelece e perpetua de forma natural a submissão da mulher diante do homem e incita a manutenção do status quo e do poder exercido pelos homens. É contra essa cultura que nós e a política da UFSCar devemos lutar”, afirmou a advogada.

Para a socióloga Flávia Biggs, a Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade também deve contribuir para o empoderamento das mulheres e para a visibilidade de LGBTTs. “Temos de mudar a percepção de mundo da juventude para que ela perceba que a violência de gênero é algo socialmente construído e, como tal, pode ser transformada a partir do comportamento e do comprometimento de cada pessoa com o respeito ao próximo em sua individualidade”, afirmou Biggs.

Na mesma direção, Vilas Boas relatou sua luta contra a invisibilidade social. “Me sinto invisível e completamente excluída dos círculos sociais e esquecida pelas políticas públicas em qualquer área. A maioria de nós está relegada à rua e à prostituição como lugar na sociedade e forma de sobrevivência”, relatou a ativista trans. No evento, foram citadas estatísticas que apontam que a expectativa de vida de transexuais no Brasil é de 30 a 35 anos, enquanto a do restante da população é de 78 anos. “Nós não temos nem o direito de ser, existir e sobreviver. Precisamos conquistar os espaços desde dentro das nossas casas até nas escolas, hospitais, igrejas, clubes e universidades. Acredito que com a criação da Saade e de sua política institucional, a UFSCar dá um passo importante no sentido de nos enxergar e garantir nosso acesso e permanência em suas estruturas”, destacou Vilas Boas.

As pessoas presentes também levantaram questões sobre o combate à cultura do assédio sexual e do estupro; o despreparo de profissionais da Educação, da Saúde e da Segurança Pública para acolher e encaminhar os casos de violência de gênero; a culpabilização das vítimas de violência sexual; e sobre o papel da Educação e da Cultura na transformação desse cenário de desigualdade de direitos.

A Saade registra todos os seminários em vídeo, disponibilizados alguns dias após a realização em seu Blog, onde é possível consultar também o cronograma de reuniões em todos os campi. Os relatos dos encontros serão sistematizados para compor a Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade, que deverá ser aberta para consulta pública de toda a comunidade em agosto. Aqui no Blog da Reitoria é possível consultar as matérias com destaques das reuniões, bem como o histórico de ações da Secretaria desde sua criação, aprovada pelo Conselho Universitário (ConsUni) em maio de 2015.

Registro do Seminário Temático de Inclusão e Direitos Humanos ocorrido no campus Sorocaba no dia 31/05/2016

Abaixo é possível acompanhar ao vídeo que registrou o Seminário sobre Inclusão e Direitos Humanos que teve como objetivo debater questões relacionadas às Políticas sobre Educação Inclusiva no Ensino Superior, a fim de contribuir para a construção, participativa e dialógica, da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar.

Para contribuir com o debate, foram convidados a Profa. Teresa Cristina Leança do Departamento de Ciências Humanas e Educação da UFSCar e o Sr. Magno Donizetti de Oliveira, representante do Movimento Livre Independente. O evento foi gratuito e aberto à participação das pessoas interessadas.

 

A SAADE agradece todas as pessoas que participaram do Seminário e que colaboraram para que este momento acontecesse.