Ministra Damares anuncia o repasse de quase R$ 2 milhões para titulação de terras quilombolas

publicado: 20/11/2019 18h59, última modificação: 20/11/2019 19h48 – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Ministra Damares anuncia o repasse de quase R$ 2 milhões para titulação de terras quilombolas

Foto: Willian Meira/MMFDH

Na tarde desta quarta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra, a ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou um repasse de quase R$ 2 milhões de reais da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR) para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O motivo do repasse é fomentar a titulação de territórios tradicionais quilombolas.

“O governo do presidente Jair Bolsonaro é um governo comprometido com os povos. A terra é um bem extremamente valioso para as comunidades tradicionais e estamos trabalhando para garantir os direitos dessas populações. Queríamos poder repassar recurso suficiente para resolver o problema de todos que aguardam as titulações de terra, mas, por enquanto, estamos muito felizes em poder garantir esse direito a essas 628 famílias quilombolas”, disse Damares.

“Vivemos um novo momento. Um momento que nos sinaliza um futuro de esperança. Em 10 meses de gestão a nossa grande entrega para esse dia da Consciência Negra foi a assinatura desse documento que vai trazer mais tranquilidade e segurança para centenas de famílias quilombolas do Nordeste” completou.

O anúncio foi feito durante o Seminário “História, Percursos e Perspectivas”, realizado pelo MMFDH. O acordo, assinado entre a secretária da pasta, Sandra Terena, e o presidente do INCRA, Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho, vai beneficiar 628 famílias, em sete municípios dos estados do Ceará e Paraíba, totalizando 3.190 pessoas alcançadas. O recurso da SNPIR aportado ao INCRA para o atendimento da regularização fundiária é no valor de R$ 1.901.579,06.

Seminário

Além da assinatura do Termo de Execução Descentralizada entre a SNPIR e o INCRA, a celebração pelo Dia da Consciência Negra contou com palestras de três personalidades negras de extrema relevância social. O primeiro foi o Professor Paulo Cruz, com o tema “A História que nunca me contaram”. Cruz abordou personagens negros históricos que contribuíram significativamente com a libertação e a emancipação do negro na sociedade.

O segundo foi o cardiologista Dr. Rafael Bispo, que inspirou a todos com sua trajetória de luta e superação para se tornar um médico e, hoje, auxilia outros estudantes negros no estudo da medicina. Por último, os participantes do evento ouviram o fotógrafo Noilton Pereira, reconhecido por seu trabalho e por sua dedicação social às famílias por ele retratadas.

Além das palestras, o evento teve a participação do capoeirista Flávio da Conceição, conhecido como Mestre Biliu, e seus alunos. O grupo fez apresentações de dança e capoeira e mostrou aos presentes a força da cultura afro-brasileira. Mestre Biliu atua com a capoeira em diversos locais do Distrito Federal, inclusive treinando pessoas com deficiência.

Autoridades

Estiveram presentes na celebração a cônsul Cinthia Mayorga, da Embaixada da Nicarágua; Naduezka Ramos, da Embaixada do Panamá; Patrícia Perez, representando a Embaixada do México; a Secretária Especial de Saúde Indígena (SESAI), Sílvia Waiãpi; Marcela Rolin, representando o Ministério da Cidadania; Dannyta Rayres, da Secretaria de Governo; Renata Mendonça, do SENAI de Goiás; a Secretária Adjunta da Criança e do Adolescente, Petrúcia Melo; e o produtor cultural da Casa Thomas Jefferson, Luíz Carlos.

Assista ao vídeo abaixo: 

 

 

FORMULÁRIO PARA SER PREENCHIDO PELOS/AS CANDIDATOS/AS COM DEFICIÊNCIA QUE PRETENDEM INGRESSAR NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFSCar EM 2018

ACESSE AQUI O FORMULÁRIO PARA OS/AS CANDIDATOS/AS DOS GRUPOS 1D, 2D, 3D E 4D AOS CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAIS DA UFSCar – 2018

Sancionadas mais duas leis em favor das mulheres

Fonte: Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos –publicado: 09/10/2019 18h45, última modificação: 09/10/2019 18h54.
https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2019/outubro/sancionadas-mais-duas-leis-em-favor-das-mulheres
O governo federal sancionou as Leis nº 13.880/19 e 13.882/19 nesta terça-feira (08). Publicadas no Diário Oficial da União (DOU), as sanções garantem direitos e proteção às mulheres, além de reforçarem o compromisso com as temáticas. As novas publicações produzem mudanças na Lei Maria da Penha (11.340/06) e possuem vigência imediata.

A Lei nº 13.880 permite que a autoridade policial, em casos de violência doméstica e familiar, verifique a existência de registro de porte ou posse de arma de fogo em nome do agressor. A publicação determina, ainda, que após identificada a existência de registro de posse ou porte, o juiz deve autorizar a imediata apreensão da arma.

Já a Lei 13.882 garante prioridade, em matrícula escolar, para os filhos de mulheres que estão em situação de violência doméstica e familiar. O documento considera também a proximidade do domicílio e os casos de transferência.

Integrante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, destaca o empenho do órgão na promoção de direitos voltados ao segmento feminino.

“Estamos avançando na construção de políticas públicas efetivas e nas leis de proteção. A sociedade exige mudança e o governo está atento ao problema, trabalhando incansavelmente para modificar este cenário que nos fez registrar mais de 263 mil casos de violência doméstica em 2018”, ressaltou a secretária.

Histórico

Em quatro meses, cinco leis de proteção e garantia dos direitos das mulheres foram promulgadas.

Mais avanços legislativos

13 de maio

Lei 13.827/2019 – autorizar, em casos específicos, a aplicação de medida protetiva de urgência, pela autoridade judicial ou policial.

17 de setembro

Lei 13.871/19 – estabelece ressarcimento, por parte do agressor, dos danos causados em razão de violência doméstica, inclusive ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Lei 13.872/19 – assegura o direito das mães amamentarem os filhos de até 6 meses durante a realização de concursos públicos da Administração Federal direta e indireta. A publicação prevê que a cada duas horas será possível realizar amamentação por 30 minutos, com direito à compensação de hora.

Download: Acesse a Lei nº 13.880/19

Acesse a Lei nº 13.882/19

 

SAADE realiza evento sobre Ingresso na UFSCar

A SECRETARIA DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E EQUIDADE – SAADE, realizou no dia 01 de outubro de 2019, em conjunto com a Diretoria de Ensino Região de São Carlos, no anfiteatro da Escola Estadual Doutor Álvaro Guião, expressivo evento com o objetivo de explanar a respeito do ingresso na UFSCar, principalmente sobre a reserva de vagas destinadas aos alunos da rede pública.  O evento teve participação de unidades de ensino das cidades de São Carlos e região, com presença maciça dos alunos do ensino médio, professores representantes das unidades, a Diretoria de Ensino Região de São Carlos representada pela Dirigente Regional Débora Blanco, a Reitoria da UFSCar, representada pelo Pró Reitor de Graduação, Professor Doutor Ademir Donizeti Caldeira, a Escola Estadual Doutor Álvaro Guião, representada pela vice-diretora Karen Martins Miranda,  a SECRETARIA DE AÇÕES AFIRMATIVAS, DIVERSIDADE E EQUIDADE – SAADE,  representada pela Secretária Geral Keila Maria Cândido   Natanailtom de Santana Morador, Coordenador de Ingresso na Graduação da Pró Reitoria de Graduação (ProGrad), as servidoras da ProGrad Tainá Veloso Justo e Camila Luchesi Silveira D’Angelo . A TV UFSCar esteve lá!

Dia da Pessoa com Deficiência Física

11 10 Dia da Pessoa com Deficiência Físca

Dia 11 de outubro é lembrado como o Dia da Pessoa com Deficiência Física. Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população. Deste total, mais de 13 milhões são deficientes físicos.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), é considerada pessoa com deficiência aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem ter obstruída sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.

Com objetivo de equiparar as oportunidades oferecidas a essa população, o Governo Federal, em parceria com 15 ministérios, lançou em 2011 o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. As ações do plano estão articuladas em quatro eixos temáticos: educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. A política preconiza que a inclusão deve ser feita por ações da comunidade com a transformação de ambientes, eliminando barreiras arquitetônicas e de atitudes, que impedem a efetiva participação social desta população. Além disso, buscar reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e desempenho, protegendo a saúde e prevenindo agravos que determinem o aparecimento de deficiências.

Na saúde, as ações começam cedo, na triagem neonatal, com o teste do pezinho, que ajuda a identificar diversas doenças que não apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento. Os cuidados avançam por toda a vida da pessoa com deficiência, com atendimento de habilitação e reabilitação na rede pública de saúde, em parceria com instituições de referência nacional e implantação de 45 Centros de Referência em Reabilitação, garantindo atendimento em todos os estados e no Distrito Federal. A rede tem o objetivo de ampliar o acesso e qualificar atendimento às pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS) em várias áreas.

De acordo com suas características, as pessoas com deficiência têm direito ao encaminhamento para serviços mais complexos; a receber assistência específica nas unidades especializadas de média e alta complexidade; como também às ajudas técnicas, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção de que necessitem, complementando o trabalho de reabilitação e as terapias.

O Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes), voltado para reabilitação física e auditiva, é um destes locais de atendimento. Mensalmente, o centro oferece reabilitação para uma média de 15 mil pacientes por mês, entre internações e atividades fisioterápicas. Além deste trabalho, realiza a concessão de órteses, meios auxiliares de locomoção (cadeira de rodas, cadeiras higiênicas, andadores, muletas, coletes, entre outros) e de próteses auditivas, mamárias e de membros superiores e inferiores.

sesacrefes                                                        

Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes) Foto: Secretária de Saúde do Espírito Santo

Fabrícia Forza, diretora geral do Crefes, conta que o atendimento é feito por uma equipe multiprofissional que acompanha de perto as necessidades de cada paciente. “O atendimento começa na unidade ambulatorial, que ajuda na recuperação de traumas ortopédicos e encaminha para o tratamento adequado. Depois da triagem, o paciente pode participar de várias escolas. Como por exemplo, a Escola de Coluna, que ajuda a melhorar a qualidade de vida dos pacientes ensinando formas mais adequadas de sentar e realizar atividades do dia a dia, por exemplo. Temos também um ginásio para fisioterapia, hidroterapia com água aquecida, musicoterapia. Outro destaque é o programa voltado para a conscientização corporal e independência, na medida do possível, para o paciente traumatizado poder ter uma melhor qualidade de vida. O acompanhamento não se limita apenas ao centro, temos ainda uma equipe que acompanha o paciente no momento da alta e da volta para a casa. Como muitos dos pacientes tem novas limitações, vamos à casa das pessoas auxiliar e conferir as questões de mobilidade, para saber se o ambiente está pronto para receber a pessoa”, conta.

A sociedade civil organizada também colabora bastante com o tratamento e recuperação de pessoas com deficiência. Patrícia Galoni é fundadora da organização não governamental Vidas, criada para proporcionar oportunidades de socialização e desenvolvimento para criança e adolescente com deficiência física, por meio da prática de atividade física, esportiva, de convivência e de lazer. “Sou mãe do Gabriel, que hoje tem 14 anos, e é cadeirante. Sempre achei que a socialização de uma criança com deficiência é muito diferente e é um desafio muito maior de que uma criança que não tem. O fato dele ter poucos amigos e de não ter muito contato com pessoas como ele estava atrapalhando o desenvolvimento. Me coloquei no lugar dele e pensei como seria meu dia se todas as pessoas com as quais eu cruzasse fossem diferentes de mim”, conta. Seis anos depois da fundação, a Vidas apoia não só a pessoa com deficiência, como também os familiares. Por isso, além das atividades, oferecem oportunidades de sensibilização e convivência, tais como oficinas de artesanato, teatro, música, aulas de yoga e expressão corporal, grupos de discussão e trocas de experiência, palestras, e várias outras atividades.

Toda pessoa com deficiência tem o direto de ser atendida nos serviços de saúde do SUS, desde os Postos de Saúde e Unidades de Saúde da Família, até os Serviços de Reabilitação e Hospitais. Para o atendimento, é importante procurar uma Unidade de Saúde próxima ao local de residência, cadastrar-se como usuário e fazer uma avaliação do estado geral de saúde. Essa unidade básica será responsável pelo acompanhamento permanente de seus usuários e o encaminhamento para serviços mais complexos. Saiba mais sobre o atendimento no site.

 

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde